segunda-feira, fevereiro 06, 2012

The Muppets - Os Marretas, o filme (2011)

Quem anda pelos 40, assim como eu, só pode ter boas memórias d'Os Marretas; eram uns valentes de uns serões de domingo que se passavam na companhia destes personagens. Eram serões familiares deliciosos. Depois da série de tv e de dois filmes perdidos nos anos 80, do século XX, eis que no ano passado Os Marretas regressaram ao grande écran, mas apenas no estrangeiro; algo que não entendo e acho incompreensível. Contudo o importante é que, entretanto Os Marretas, aterraram por cá e em dia de estreia lá fui reencontrar-me com estes velhos e bons amigos. E novidades? Bem, diverti-me como há muito não me divertia no cinema. Rever aqueles personagens fantásticos que me acompanharam na infância foi simplesmente delicioso. Da Miss Piggy ao Kermit passado pelo Fozzie pelo aninal e o inesquecível cozinheiro sueco tudo correu melhor que o previsto. Vi a versão original com as vozes a ue estou habituada desde sempre e delirei; confesso que chorei a rir e também de comoção. Valeu a pena a espera!!! Recomendo vivamente a todos; foram dos 111 minutos mais bem passados da minha vida.
Uma palavra de agrado para a curta que passa antes do filme: muito boa!!! Os personagens do Toy Story num mini-argumento delicioso.
Saudações virtuais

Mais info aqui.

domingo, fevereiro 05, 2012

Meia dúzia

Quando comecei a escrever por aqui fi-lo porque gosto de escrever; porque escrever é a minha profissão; porque até sei, deixemo-nos de falsas modéstias, que escrevo bem e porque aqui, num espaço que é meu e onde só eu decido, posso, ou poderia, estar confortavelmente instalada a escrever sobre o que me apetecesse, quando me apetecesse e dando o meu ponto de vista tal e qual o penso e defendo. 
Após ter criado o blog enviei para alguns amigos, mais chegados, o respectivo link para começar a ter os meus primeiros leitores. E sei, porque nem precisaram de mo dizer, que também eles o enviaram para amigos deles e por aí fora. Na minha qualidade de leitora de blogs comecei a comentar aqui e ali e criar eu própria a minha lista de favoritos: alguns listados aqui do lado direito e outros devidamente arrumados na pasta de favoritos do Firefox. E de repente cresci como blogger e como leitora dos mesmos. Nunca fui uma blogger daquelas com muitos leitores, mas também não foi isso que me incentivou para esta aventura, as razões para isso estão explícitas no primeiro parágrafo deste texto e no primeiro post deste blog: aqui

Aqui tenho desabafado e escrito sobre o que me dá na real gana. Contudo, a verdade é que há medida que fui sabendo que tinha mais leitores e que muitos deles são meus conhecidos e amigos fui refreando os temas da escrita e foi essa, sem dúvida, a principal razão que me levou a ir deixando de escrever aos poucos. Burrice, eu sei; mas aconteceu. A verdade é que vai deixar de acontecer, porque como costumo dizer "quem não gosta bota no cantinho do prato" ou clica ali na cruzinha que se encontra no topo superior direito do monitor. 
Aos poucos tenho regressado e aos poucos tenho reencontrado o meu espaço na escrita e na forma como escrevo. Vou continuar por aqui, porque aqui me sinto bem, porque por este espaço tenho um carinho especial enorme. 
Posto isto e os autos e as pulgas aos saltos: Comemoremos, hoje, os seis anos que trouxeram o Monólogos & Diálogos ao mundo com alegria e muita inspiração.
Saudações virtuais

sábado, janeiro 28, 2012

Há dez anos...

... por esta hora (13h00m) o meu coração diminuía a cada hora, minuto e segundo que passavam. O meu pai estava no hospital para ser submetido a uma intervenção cirúrgica. Não uma qualquer: ao coração, aquele que é o nosso órgão principal e que se falha nos leva tudo. 
O chão tinha-me sido retirado, precisamente, uma semana antes quando, ao chegar de uma noite com amigos, tinha várias chamadas e mensagens da minha mãe no telemóvel. Eu tinha estado num local sem rede e não ouvi nenhum aviso. A primeira mensagem gelou-me todinha, por dentro, por fora, por mim toda: "Vem ter com a mãe ao hospital. O pai sentiu-se mal e estamos aqui à tua espera". A minha vida parou e o meu cérebro não conseguia raciocinar. Há momentos que não esquecemos. A minha amiga SLR prontificou-se logo a levar-me e acho que nunca ela conduziu tão depressa como naquele dia. Quando chegámos encontrei os meus padrinhos que tinham ido com a minha mãe que estava "lá dentro". À pergunta: "O meu pai?" responderam-me "Tem calma, a mãe está lá dentro e ainda não sabemos nada. O pai dizia que era no coração, que tinha uma impressão e veio de ambulância". Fui gelando cada vez mais, estavam ali há duas horas e ninguém sabia nada. Estivémos algumas horas sem qualquer diagnóstico, entretanto a minha mãe veio falar connosco, e nada, era sempre nada. Quando às seis da manhã nos disseram para ir para casa descansar ainda não havia diagnóstico definitivo e a angústia era enorme e o chão continuava a não estar lá para nenhuma de nós as duas. Não descansámos, não dormimos, não nada. Tomámos um banho, mudámos de roupa, comemos qualquer coisa e voltámos para o hospital. 
Quando três pessoas são unidas como nós, quando o sentido de família é vivido como nós o vivemos, deixar um no Hospital é ficar sem saber o que fazer, nem sequer como beber um copo de água, era um bocado de nós que lá estava e a falta era muita. E o não ter diagnóstico dava uma incerteza dolorosa. Regressámos, falámos com o médico, Daniel Ferreira (ainda hoje o cardiologista do meu pai), e já havia diagnóstico: enfarte do miocárdio. Tinha de ser operado, ia fazer um bypass e depois tudo ficaria bem. a operação estava já marcada para dali a uma semana, o dia que se comemora hoje.
Estávamos todos nervosos, nós e os amigos, afinal o coração é o coração. Tentámos das mais diversas formas distraí-lo e distrairmo-nos, mas quando o mundo parece estar a desabar até a mais pequena distração é forçada. Aguentámos o dia e demos ao pai toda a força do mundo, enquanto nos consumíamos por dentro e encontrávamos forças sabe Deus onde. Confesso que, provavelmente vencida pelo cansaço de uma semana angustiante, adormeci durante a operação e acordei quando a enfermeira nos veio dizer o que mais queríamos ouvir: "Podem ficar tranquilas; correu tudo bem; o Professor Fragata já vem falar convosco. Daqui a pouco uma colega já cá vem para que as senhoras possam ir ver o marido e pai. Mas estejam descansadas". E respirámos de alívio e chorámos de alegria e abraçámo-nos muito e, até acho, que descomprimimos um pouco. E depois fomos visitá-lo e apesar de não puder falar, devido aos tubos, estava ali e sabemos que nos ouviu, porque reagiu e percebeu que éramos nós a falar com ele. Estávamos todos aliviados e muito mais felizes. A recuperação passava por uma semana de hospital e eu visitava-o  diariamente enquanto a minha mãe passava dia e noite com ele. Todos os dias víamos melhoras e hoje aqui estamos os três ainda felizes e a comemorar o dia em que nos fortalecemos ainda mais, o dia em que ficámos ainda mais próximos, se é que isso é possível.
Hoje comemoramos, estamos em festa e celebramos a vida. Damos-lhe um valor muito maior e estamos conscientes disso. O mais importante é que ainda estamos juntos e assim estaremos por muito mais tempo. O chão regressou e cá tem estado para nos amparar e não nos deixar cair. Hoje estou feliz e sei que todos os dias amo estes dois cada vez mais com todas as minhas forças. 
Saudações virtuais

quinta-feira, janeiro 26, 2012

O dístico (2)


Lembram-se disto? Pois bem, todos os dias, quando chego a casa, coloco um talão provisório no tablier do carro no qual está a indicação de que aguardo o respectivo dístico para colocar no meu “suspiro” (petit-nom que, como sabeis, dou à minha viatura). E todos os dias penso de mim para “comim” que tenho de ir levantar o famoso autocolante que me permitirá estacionar na freguesia onde resido, nos locais reservados a residentes, sem ter qualquer custo enquanto ali permaneço, contudo, também me lembro sempre que a funcionária da Câmara me disse que mo vinham entregar a casa. Portanto, essa esperança e o meu esquecimento impedem-me de me dirigir ao parque de estacionamento onde levantarei o dístico mágico. E ali anda o papelinho e eu numa aventura diária em que o retiro, do tablier, quando entro no carro e o coloco quando todos os dias regresso a casa e estaciono para recolher ao meu lar, doce lar. Constatei outro dia que ando nesta vida há dois meses e que, “ralmente”, já está na hora de ir levantar o título definitivo, porque, afinal, não mo vieram entregar a casa e era essa a minha última esperança de procrastinadora nata.
No dia em que passavam, precisamente, dois meses sobre o meu pedido, tocaram à porta. Mamãe Blue chamou-me dizendo-me que era para mim e vinham trazer o dístico. E lá fui eu toda contente enquanto pensava “Está tudo tratado e posso parar de procrastinar!” Seguiu-se um momento, no mínimo, hilariante:

Sr. do Parque - Boa tarde! É a D. Blue?

Eu - Sim, sou eu. Vem entregar-me o dístico do parqueamento, não é? – com um sorriso enorme estampado em minha face.

Sr do Parque - Não, venho entregar-lhe este papel com o qual deverá ir agora levantar o dístico lá.

Eu - Lá? Lá onde?

Sr. do Parque - Lá no parque de estacionamento de onde eu vim agora.

Eu - Mas eu pensava que me traziam o dístico e eu não teria necessidade de ir levantá-lo.  Até já estive para ir ao parque…

Sr. do Parque - Não teria levantado de qualquer forma, porque só pode levantar com este papel que lhe estou a dar agora. Porque quando entregamos este aviso é porque o dístico já pode ser levantado.

Eu - Então o senhor vem do parque de estacionamento traz o talão para levantar o dístico e não trás o dito que lá ficou? Sinceramente… Boa tarde então e obrigada... *isto tudo com um ar muito irónico e um enorme sorriso amarelo*

Sr. do Parque - E tem de levar mesmo esse talão, porque com o outro não lhe dão o dístico. Boa tarde!

De maneiras que é assim: há um primeiro talão, para colocar no carro, e agora um segundo talão, para ir levantar o dístico, e este segundo talão, entregue em mão e em casa, vem do mesmo sítio onde está o dístico que tem de ser levantado em pessoa no parque, porque só trazem o segundo talão a casa. Ah, a juntar a isto tudo há o horário deste prático serviço: todos os dias, excepto sábado e domingo, entre as 11h e as 12h e entre as 19h e as 20h. Há também o chamado Simplex, mas isso agora não interessa nada.
Procrastinadora assumida, que sou, tenho agora o segundo talão em cima do móvel da entrada. Todos os dias olho para ele e todos os dias “dou um toque” com a mão na testa e digo “Ainda não fui buscar o dístico!” E assim andamos felizes, eu, o primeiro talão que todos os dias coloco e retiro do carro e o segundo talão, que serve para levantar o dístico, ali pousadinho no móvel da entrada à espera de voltar ao seu primeiro domicílio.

Saudações Virtuais

domingo, janeiro 15, 2012

A besta acordou (outra vez)

Há fantasmas que nunca morrem, há cogumelos tão envenenados que não se desentranham das nossas mentes, dos nossos corpos e das nossas memórias. Há coisas que por mais que se tentem não lembrar, e é mesmo não lembrar e jamais esquecer, quando ressuscitam desenterram mágoas antigas que tempo algum poderá apagar. Há monstros que não morrem apenas adormecem para nos atormentarem de quando em vez. E quando isso acontece há que tentar embalá-los e deixá-los adormcer de novo até que agitados e em fúria acordem de novo para nos amargurar, magoar e torturar mais um pouco. E nos intervalos, há que viver porque é o de melhor se leva desta vida. Agora é tempo de embalar, e vai demorar, porque se aproximam tempos em que o despertador simplesmenta não se vai calar.

Saudações virtuais

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Músicas da minha vida #1

Da esperança no amor, de sentimentos que se podem juntar num só tornando-se numa alegria e numa aventura a dois. Gosto muito desta canção, pelo sinal de expetativa que oferece e lembra; contudo, encaixa-se numa altura estranha e confusa da vida que me levou a tomar decisões, na altura complicadas, com as quais aprendi a viver e me deixaram como recompensa uma Amizade especial que poucos (às vezes, nem eu) conseguem entender. E tem de ser nesta versão, a do Grande Nat King Cole.


Saudações virtuais 

terça-feira, janeiro 03, 2012

sábado, dezembro 31, 2011

2012 abençoado, suado, com luta e muito, muito positivo

Este ano sou pela diferença, este ano sou por aquilo que quero e que desejo. Este ano não vou olhar para trás e saber do que fiz e do que não fiz. Este ano vou olhar bem em frente e de cabeça erguida e conciência tranquila. Trabalho e saúde é tudo aquilo de que preciso para ser feliz e para me realizar que o resto o tempo trás e eu, felizmente, sei viver. Tenho objetivos, muitos, e sonhos, bastantes, que quero e vou cumprir. Há vontade, há espírito positivo e vontade de esgotar todas as possibilidades que a vida me reserva e aquelas com as quais me quiser surpreender. Balanços este ano neste blog? Só se colocar um vídeo de alguém a andar de baloiço ;-) 
A todas e todos, amigos e inimigos, conhecidos e leitores passageiros desejo um 2012 abençoado com tudo aquilo que merecem; que tenham o dobro daquilo que querem para mim (e assim vos arrumo inimigos e gente de má vontade que por aqui passa ahahahahahahahahahahahahahah).  
Saudações virtuais

domingo, dezembro 25, 2011

Natal 2011

Foi como os teus, estiveram cá todos (ou quase todos, enfim...) e estiveram as tuas quatro bisnetas, lindas que só visto (a mais nova tem 1 mês e 5 dias dias, feitos hoje); andou aqui nas mãozinhas de todas e é um doce e sossegada. Foi muito bonita a nossa festa; foi muito delicioso e quentinho o nosso Natal. Estou contente! 
Saudações virtuais

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Blog friend # 2 - Polar Postcrossing 2011 (4)

Na volta do correio também recebi um postal. Ah pois, que o Polar Postcrossing incentiva a dar, o que significa que todos os que participam recebem (ou, pelo menos, é suposto que assim aconteça). E eu recebi um postal da Scarlet Perry que assina o Eu, Scarlet Perry, me confesso... Muito obrigada, Scarlet, por te teres lembrado de mim aquando do teu passeio por Dusseldorf.

Saudações virtuais

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Respeito e educação

Infelizmente a boa-educação e a falta de responsabilidade continuam a imperar, contudo, FELIZMENTE, tb ainda há quem seja educado e responsável; estes últimos têm o meu respeito e aos primeiros ofereço-lhes o meu desprezo.
Saudações virtuais