terça-feira, março 06, 2012

sábado, março 03, 2012

Dos filhos únicos #1

Por motivos de saúde, há uns anos uma amiga teve de colocar o pai num lar e em conversa confessava-me:
- Não sei se é a decisão certa. Mas sou sozinha; não tenho ninguém a quem perguntar portanto...
Felizmente, tudo correu bem. Mas nem sempre sabemos se a decisão é a certa... nem sempre... Não temos ninguém a quem perguntar, é isso mesmo...
Saudações virtuais

NB: Para os leitores mais dramáticos: Está tudo bem; isto são apenas desabafos, 'tá? :-)

quinta-feira, março 01, 2012

"Florbela" de Vicente Alves do Ó

É o mais recente do realizador português e é também um filme intenso, com diálogos fortes e poderosos e frases marcantes que nos tocam nas entranhas e nos sentidos; que nos desarmam, que nos fazem esboçar um sorriso, que nos comovem e que nos fazem chover. Vivemos quatro dias marcantes da vida da poetisa Florbela Espanca, quatro dias que alteraram a sua vida para sempre e que nos mostram a intensidade com que vivia e como viveu sempre. A sua relação com o irmão, Apeles, talvez uma das mais incompreendidas de sempre é abordada de uma forma real, verdadeira, pura e dura. Contudo, deixa perceber tanto e de um forma tão cruel e ao mesmo tempo subtil e delicada. Será um retrato do amor no seu estado mais puro?
É um filme com sensiblidade, amor, dor, amizade; todos vividos e sentidos ao máximo como todos os sentimentos devem ser sentidos. Comovente e doloroso, mas bonito, muito bonito. Fotografia, luz, planos, interpretações, música, guarda-roupa; tudo está perfeitamente encaixado no Portugal de 1927 que em alguns pontos se parece tanto com o Portugal de 2012. 
Um elenco de luxo dá vida a personagens misteriosas, loucas, espanpanantes, provocadoras, amorosas, desesperadas, amadas (ou não); Albano Jerónimo e Ivo Canelas são os homens da vida de Florbela. Florbela é Dalila Carmo que se confirma como uma atriz de excelência com um desempenho fantástico e comovente.
Há detalhes de realização sublimes e deliciosos; há o glamour do cinema e a arte de quem faz filmes de forma apaixonada porque de forma apaixonada vive o cinema e a arte de o fazer.
Estreia no próximo dia 8 de março em todo o país e é obrigatório assistir. 

Trailer


Teaser
 Saudações virtuais

Ficha Técnica

Florbela


quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Zeca, sempre!

Assisti a vários concertos dele e assistiria a muitos mais, assim fosse possível. Um verdadeiro poeta, um excelente autor e um amigo. Foi-se há 25 anos...
Saudações virtuais

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Dos blogs

Não gosto de blogues que não têm uma lista de blogues de outros autores. A mim parece-me que estão a anunciar que são os reis ou as rainhas da cococada e que eles é que são bons; que se chega ali e chegámos ao supra-sumo da blogaria e que melhor não há. Eu gosto de descobrir novos blogues, gosto de encontrar novos locais de leitura e de ir aos primórdios de um blogue e lê-lo todo de um fôlego só. Gosto de saltar de blogue em blogue, qual elefante de nenúfar em nenúfar, até encontrar "O" blogue. Ultimamente não tem acontecido, ultimamente a blogosfera não me tem surpreendido. Tenho pena e tenho saudades...
Saudações virtuais

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Em modo: madrinha babada

Hoje estou de babby-sitter à minha afilhada mais nova, cujos pais foram sair e namorar como convém. Depois de jantar e enquanto ela se entretia com os jogos do meu iTelefone aconteceu este diálogo:
Eu - Princesa, emprestas o Magalhães à madrinha para ir à net? 
Princesa - Oh Madrinha não precisas de pedir, podes usar sempre que queiras sem perguntar!
Agora enquanto ela dorme eu posso estar aqui a bloggar e a facebookar à vontade. :DDD E é assim que nasce o meu primeiro post todo ele saído de um Magalhães.
Saudações virtuais

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Blogue Maravilhoso

Foi assim que este cantinho foi classificado pela Su do Depois dos 35.  Eu agradeço a distinção e cumpro as regras do desafio. Sei que tinha decidido não aceitar mais desafios destes, mas resolvi alterar esta opinião. :-)


   :



1. Dizer quem criou : Marcela Maia - Deixa a Alma Falar;

2. Dizer quem mandou: Su do Depois dos 35;
3. Responder às perguntas:
  • Quantos anos tens? 42
  • De que cor são os teus olhos? Castanhos escuros
  • Alguma vez desejaste morrer? Não
  • De 0 a 5 que importância tem o blog na tua vida? 4
  • Quanto tempo de vida tem o teu blog? Meia-dúzia de anos.

** Diário de um Anjo

** Rita Batata Frita


Sintam-se desafiadas, meninas!



Saudações virtuais



No limite

É exatamente como estou: no limite. Das forças. Da compreensão. Da paciência. Da vontade. Da boa-vontade. De estar com as pessoas. De estar sem as pessoas. De tudo. Mas, fundamentalmente, estou no limte das lutas com o Universo e dos pensamentos positivos. Estou cansada. Tenho tanto para fazer e vontade nula. Amanhã é outro dia e enfren-tá-lo-ei com as mesmas forças de sempre, porque os limtes são para ser ultrapassados e eu vou ultrapassar mais este.
Saudações virtuais

domingo, fevereiro 12, 2012

Perdeu-se uma grande voz

Fiquei chocada com a notícia, confesso. Gosto das músicas e da voz da Whitney, e falo no presente porque as suas músicas são eternas e poderemos ouvi-las sempre, e não são raras as vezes que volto a elas. Fico triste por se ter calado uma das melhores vozes do mundo, mas isto acontece a quem anda demasiado perto do abismo. Um dia não se dão conta, dão o passo em frente e, infelizmente, acabam com tudo, desperdiçando a própria vida que, na maior parte dos casos, ainda é jovem e tem tanto para dar. No caso da Whitney ficam canções eternas com interpretações notáveis.

E o eterno...
Saudações eternas, Whitney, e obrigada

Saudações virtuais

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Ainda estou incrédula!!!

Há cerca de duas horas fui abastecer o meu "suspiro" que tinha acabado de entrar na reserva. Por ser hora de jantar achei que havia de estar pouca gente no posto low-cost que fica aqui mais perto e, foi bem pensado porque, o meu pensamento confirmou-se.
E lá cumpri o meu ritual: aguardei a minha vez - felizmente só tinha um carro à minha frente e estava a abastecer -, avancei na altura certa, sai do carro, dirigi-me à bomba, fiz a pré-marcação do valor que queria gastar, peguei na pistola - não para matar ninguém; se bem que... já vão perceber - e lá comecei a dar alimento ao "suspiro". Enquanto o fazia lá comecei a olhar em meu redor, como é meu apanágio, e foi aqui que tudo aconteceu e que fiquei incrédula até agora. Olho para o carro que estava em espera na fila ao lado, que tinha um pouco do vidro aberto, e vejo a fulana - termo demasiado simpático para o caso -, que estava sentada no lugar do pendura, muito calmamente tirar um cigarro da boca, deitar a cinza pelo pedacinho de janela que estava aberto e voltar a colocá-lo na boca. É como vos digo fiquei e permaneço incrédula sendo que na altura estremeci, mas tive a rapidez de reação para dizer:
- Olhe, desculpe, mas a senhora não pode estar a fumar aqui, isto é uma bomba de gasolina. Eu estou incrédula, esta gente não tem consciência nenhuma...a fumar num posto de gasolina (e toda eu tremia e continuei a falar).
A fulana olhou para mim com um ar displicente, colocou o bracinho para dentro e nem uma nem duas e acabou de fumar lá dentro. O senhor que estava no carro à frente do dela quando me ouviu olhou e ficou de boca aberta de estupefacção, penso eu! Eu olhava à minha volta e lá estava o sinal "proibido fumar", mas, caramba, numa bomba de gasolina é senso comum, certo? E como ela não fechou o vidrinho eu continuei o meu discurso "gente irresponsável... não pensam... capaz de mandar isto tudo pelos ares... está tudo doido... fumar numa bomba de gasolina... onde é que já se viu?... mas que bestas..." and so on and so on... Fui a reclamar até ao pagamento e fiz queixa à senhora da caixa que logo me perguntou onde estava o carro e que ia lá mandar um segurança.
No caminho para casa passei o tempo todo a praguejar com a falta de consciência das pessoas. Eu posso dizer que a morte hoje passou-me ao lado, porque, de facto, foi o que aconteceu. Foi uma sorte e católica como sou pensei logo "Deus Nosso Senhor, pôs-me a mão por baixo, felizmente" ou caso contrário não estaria aqui a narrar-vos este episódio. 
Ainda estou incrédula!
Saudações virtuais

Às vezes, só às vezes...

... gostava que percebessem que o estado de espírito da minha Alma não coincide com aquele que demonstro. Porquê? Porque nem sempre há razões para sorrir, mas há sempre  vontade de manter um espírito positivo e bem-disposto.
Saudações virtuais



terça-feira, fevereiro 07, 2012

Mente, Monumentalmente!!!

O vosso março pode ser tão mais divertido: basta escolherem uma data e assitir a este espetáculo! Não se vão arrepender! Se não são de Lisboa tentem saber, pelos contactos, como levar o Mente Monumentalmente até às vossas cidades. Mais informações aqui ou aqui.

Saudações virtuais

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

The Muppets - Os Marretas, o filme (2011)

Quem anda pelos 40, assim como eu, só pode ter boas memórias d'Os Marretas; eram uns valentes de uns serões de domingo que se passavam na companhia destes personagens. Eram serões familiares deliciosos. Depois da série de tv e de dois filmes perdidos nos anos 80, do século XX, eis que no ano passado Os Marretas regressaram ao grande écran, mas apenas no estrangeiro; algo que não entendo e acho incompreensível. Contudo o importante é que, entretanto Os Marretas, aterraram por cá e em dia de estreia lá fui reencontrar-me com estes velhos e bons amigos. E novidades? Bem, diverti-me como há muito não me divertia no cinema. Rever aqueles personagens fantásticos que me acompanharam na infância foi simplesmente delicioso. Da Miss Piggy ao Kermit passado pelo Fozzie pelo aninal e o inesquecível cozinheiro sueco tudo correu melhor que o previsto. Vi a versão original com as vozes a ue estou habituada desde sempre e delirei; confesso que chorei a rir e também de comoção. Valeu a pena a espera!!! Recomendo vivamente a todos; foram dos 111 minutos mais bem passados da minha vida.
Uma palavra de agrado para a curta que passa antes do filme: muito boa!!! Os personagens do Toy Story num mini-argumento delicioso.
Saudações virtuais

Mais info aqui.

domingo, fevereiro 05, 2012

Meia dúzia

Quando comecei a escrever por aqui fi-lo porque gosto de escrever; porque escrever é a minha profissão; porque até sei, deixemo-nos de falsas modéstias, que escrevo bem e porque aqui, num espaço que é meu e onde só eu decido, posso, ou poderia, estar confortavelmente instalada a escrever sobre o que me apetecesse, quando me apetecesse e dando o meu ponto de vista tal e qual o penso e defendo. 
Após ter criado o blog enviei para alguns amigos, mais chegados, o respectivo link para começar a ter os meus primeiros leitores. E sei, porque nem precisaram de mo dizer, que também eles o enviaram para amigos deles e por aí fora. Na minha qualidade de leitora de blogs comecei a comentar aqui e ali e criar eu própria a minha lista de favoritos: alguns listados aqui do lado direito e outros devidamente arrumados na pasta de favoritos do Firefox. E de repente cresci como blogger e como leitora dos mesmos. Nunca fui uma blogger daquelas com muitos leitores, mas também não foi isso que me incentivou para esta aventura, as razões para isso estão explícitas no primeiro parágrafo deste texto e no primeiro post deste blog: aqui

Aqui tenho desabafado e escrito sobre o que me dá na real gana. Contudo, a verdade é que há medida que fui sabendo que tinha mais leitores e que muitos deles são meus conhecidos e amigos fui refreando os temas da escrita e foi essa, sem dúvida, a principal razão que me levou a ir deixando de escrever aos poucos. Burrice, eu sei; mas aconteceu. A verdade é que vai deixar de acontecer, porque como costumo dizer "quem não gosta bota no cantinho do prato" ou clica ali na cruzinha que se encontra no topo superior direito do monitor. 
Aos poucos tenho regressado e aos poucos tenho reencontrado o meu espaço na escrita e na forma como escrevo. Vou continuar por aqui, porque aqui me sinto bem, porque por este espaço tenho um carinho especial enorme. 
Posto isto e os autos e as pulgas aos saltos: Comemoremos, hoje, os seis anos que trouxeram o Monólogos & Diálogos ao mundo com alegria e muita inspiração.
Saudações virtuais

sábado, janeiro 28, 2012

Há dez anos...

... por esta hora (13h00m) o meu coração diminuía a cada hora, minuto e segundo que passavam. O meu pai estava no hospital para ser submetido a uma intervenção cirúrgica. Não uma qualquer: ao coração, aquele que é o nosso órgão principal e que se falha nos leva tudo. 
O chão tinha-me sido retirado, precisamente, uma semana antes quando, ao chegar de uma noite com amigos, tinha várias chamadas e mensagens da minha mãe no telemóvel. Eu tinha estado num local sem rede e não ouvi nenhum aviso. A primeira mensagem gelou-me todinha, por dentro, por fora, por mim toda: "Vem ter com a mãe ao hospital. O pai sentiu-se mal e estamos aqui à tua espera". A minha vida parou e o meu cérebro não conseguia raciocinar. Há momentos que não esquecemos. A minha amiga SLR prontificou-se logo a levar-me e acho que nunca ela conduziu tão depressa como naquele dia. Quando chegámos encontrei os meus padrinhos que tinham ido com a minha mãe que estava "lá dentro". À pergunta: "O meu pai?" responderam-me "Tem calma, a mãe está lá dentro e ainda não sabemos nada. O pai dizia que era no coração, que tinha uma impressão e veio de ambulância". Fui gelando cada vez mais, estavam ali há duas horas e ninguém sabia nada. Estivémos algumas horas sem qualquer diagnóstico, entretanto a minha mãe veio falar connosco, e nada, era sempre nada. Quando às seis da manhã nos disseram para ir para casa descansar ainda não havia diagnóstico definitivo e a angústia era enorme e o chão continuava a não estar lá para nenhuma de nós as duas. Não descansámos, não dormimos, não nada. Tomámos um banho, mudámos de roupa, comemos qualquer coisa e voltámos para o hospital. 
Quando três pessoas são unidas como nós, quando o sentido de família é vivido como nós o vivemos, deixar um no Hospital é ficar sem saber o que fazer, nem sequer como beber um copo de água, era um bocado de nós que lá estava e a falta era muita. E o não ter diagnóstico dava uma incerteza dolorosa. Regressámos, falámos com o médico, Daniel Ferreira (ainda hoje o cardiologista do meu pai), e já havia diagnóstico: enfarte do miocárdio. Tinha de ser operado, ia fazer um bypass e depois tudo ficaria bem. a operação estava já marcada para dali a uma semana, o dia que se comemora hoje.
Estávamos todos nervosos, nós e os amigos, afinal o coração é o coração. Tentámos das mais diversas formas distraí-lo e distrairmo-nos, mas quando o mundo parece estar a desabar até a mais pequena distração é forçada. Aguentámos o dia e demos ao pai toda a força do mundo, enquanto nos consumíamos por dentro e encontrávamos forças sabe Deus onde. Confesso que, provavelmente vencida pelo cansaço de uma semana angustiante, adormeci durante a operação e acordei quando a enfermeira nos veio dizer o que mais queríamos ouvir: "Podem ficar tranquilas; correu tudo bem; o Professor Fragata já vem falar convosco. Daqui a pouco uma colega já cá vem para que as senhoras possam ir ver o marido e pai. Mas estejam descansadas". E respirámos de alívio e chorámos de alegria e abraçámo-nos muito e, até acho, que descomprimimos um pouco. E depois fomos visitá-lo e apesar de não puder falar, devido aos tubos, estava ali e sabemos que nos ouviu, porque reagiu e percebeu que éramos nós a falar com ele. Estávamos todos aliviados e muito mais felizes. A recuperação passava por uma semana de hospital e eu visitava-o  diariamente enquanto a minha mãe passava dia e noite com ele. Todos os dias víamos melhoras e hoje aqui estamos os três ainda felizes e a comemorar o dia em que nos fortalecemos ainda mais, o dia em que ficámos ainda mais próximos, se é que isso é possível.
Hoje comemoramos, estamos em festa e celebramos a vida. Damos-lhe um valor muito maior e estamos conscientes disso. O mais importante é que ainda estamos juntos e assim estaremos por muito mais tempo. O chão regressou e cá tem estado para nos amparar e não nos deixar cair. Hoje estou feliz e sei que todos os dias amo estes dois cada vez mais com todas as minhas forças. 
Saudações virtuais