Mas que raio de semana é esta? Mas que raio de ajuntamento de planetas, estrelas e afins se está a dar lá por cima? A pessoa não recupera de um e toma lá mais este que assim continuas em choque. Só que há choques maiores que outos. Fónix!!! Eu gostava mesmo do Alan Rickman. De tudo. Da interpretação, do sorriso, do sotaque, da maneira de estar. Caramba, eu era fanzaça do homem e ele, assim de repente, out of the blue, sem aviso prévio, vai-se-me atrás do outro que também não avisou. E entregue à mesma puta da mesma doença? Mas que raio vem a ser isto? Alan, não vale. Diz-me que foste só buscar o David e, de caminho, traz-me também outros como o Freddy, o Pavarotti, o Sinatra, eu sei lá. Traz os bons e venham todos fazer essa festa aqui connosco. Deixem-se de frescuras como dizem os brasileiros e voltem que estão perdoados. Enquanto não chegam eu vou ouvindo música.
Antes de começar tenho de fazer uma declaração: David tu não mereces esta falta de respeito. Tu não mereces. Posto isto relato o que acabou de acontecer à minha frente no estaminé.
Colega A (24/25 anos): Boa tarde, estão todos bem? Está tudo bem?
Colega B (40/41 anos): Não, morreu o David Bowie.
Colega A: Quem?
(eu levanto a cabeça incrédula e pronta a mandar uma daquelas jeitosas e à ma mode)
Colega A: Desculpa não percebi...
Colega B: Morreu o David Bowie.
Colega A: Mas isso já foi há algum tempo. Na semana passada fartaram-se de falar dele nas notícias. (despreocupada e como se a morte fosse uma coisa que se aceita de ânimo leve)
(não me aguentei)
Blue: Não! Foi esta noite, ontem.
Colega A: Mas eu ouvi falar tanto dele na semana passada nas notícias.
Blue (com um ar super-mega-hiper incrédulo): Porque no dia 8, dia em que fez 69 anos, saiu o mais recente disco dele. Ele estava a lutar contra um cancro há 18 meses e nem se sabia.
E acabou a conversa. Mas é possível que as pessoas não façam um esforço numa sociedade que lhes oferece a informação de mão beijada? Existe uma coisa chamada Google. Esta menina passa a si própria cada atestado de burrice que dói de ver e ouvir. Dói horrores.
Todos os dias dou os bons-dias às pessoas, que conheço, com quem me cruzo. Desde que existe o Facebook esse ato de boa educação permite-me fazê-lo a um leque mais alargado de gente e, com a ajuda da internet, com frases mais ou menos engraçadas consoante o dia da semana e até o meu estado de espírito. Normalmente são frases irónicas referentes à hora matinal a que sou forçada a acordar para ir trabalhar; definitivamente não sou uma morning person, pelo menos, de mornings muito earlies.
Todavia, hoje o acordar foi diferente e não houve espaço nem tempo para ironias matinais. Hoje eu, e o mundo, acordámos (alguns ter-se-ão deitado, depende do meridiano em que se vive) com a notícia choque de que o Camaleão da música foi cantar para outras bandas e que a puta da doença ganhou. Mais uma vez. David Bowie um dos mestres da música foi vencido numa batalha inglória em que o mal teima em ganhar e o bem vai, apenas, ganhando. A perda é grande para o mundo da música, pois desaparece uma figura incontornável do panorama internacional musical: um génio que inovou e que nunca teve medo de arriscar. E não teve medo até ao fim. Como fiquei a saber pelas palavras deCarlos Vaz Marques,no FB:
"Há três dias comovi-me ao ouvir, no Spotify, o novo disco de David Bowie. Foi um instante muito breve. O disco é magistral e o prazer da música sobrepôs-se, enquanto o ouvia, a quaisquer outras considerações. Mas por um brevíssimo instante senti que o que estava a ouvir não era importante apenas do ponto de vista musical. Estava a testemunhar o vigor criativo de um homem que já mudara a música popular por diversas vezes e que, no dia em que fazia 69 anos, lançava um disco em que, uma vez mais, não se repetia. Bowie ouviu uns músicos de jazz num pequeno clube nova-iorquino e uns dias depois convidou-os a trabalharem com ele. Em suma, em vez de olhar para trás, olhava em frente, arriscava, recomeçava o caminho, como Sisífo. Comoveu-me brevissimamente essa lição de que é necessário a cada momento reinventar o modo como se empurra a pedra, montanha acima. Sabemos agora: ele tinha um cancro em estado terminal e estava a fazer o que deve ser feito quando se está vivo. Sem complacências. Agora compreendemos melhor os versos da canção Lazarus: Look up here, I'm in Heaven, / I've got scars that can't be seen."
Esta manhã o que escrevi foi: "Ora bolas! Hj não há piadola matinal por ser segunda-feira. Hoje há o choque de acordar com esta notícia. Não sou a sua maior fã, mas sou admiradora do seu trabalho. Ora bolas! E vítima da puta da doença." E, imediatamente, me lembrei da música de Bowie que sempre foi a minha preferida.
David Bowie - Blue Jean
Depois vieram as minhas memórias musicais dos anos 80, do século XX, e das muitas matinés na Danceteria lá da terra a dançar até que os pés me doessem. Coisa que nunca aconteceu. E lembrei-me de músicas mais antigas que fui aprendendo a ouvir pela voz deste grande senhor que sempre soube surpreender e nunca dececionou. E fui sendo lembrada pelos meus amigos de outras grandes obras musicais que tão bem interpretava, o que me levou a constatar que: "E, de repente, eu, que como já referi hoje, que não sou a maior fã de Bowie começo a perceber, através das publicações dos meus amigos, que há muitas mais canções dele que conheço do que aquilo que pensava. Pena que seja nestas circunstâncias... De qualquer forma que bom (re)ver e (re)ouvir música de grande qualidade." E no meio das memórias todas, e obviamente, das minhas não poderia faltar de forma alguma a grande canção que é "oh, oh, oh, oh":
David Bowie - China Girl
E pelo passeio de memórias, de visionamentos e de audições que esta segunda-feira me está a trazer, aquilo que me ocorreu foi: que ganda festa que está a haver lá em cima.
Não se trata de nenhum plano de leitura que vá ser implementado por aí. Aliás já existe e, diz-me a minha experiência profissional, que não sendo 100% efoicaz tem tido resultados positivos.
Sempre gostei de ler e sempre li muito e muito. Nunca em demasia, porque, para mim, não existe ler de mais, contudo existe ler de menos. Nem entendo as pessoas que dizem que não gostam de ler; sempre que alguém profere tal afirmação à minha beira fico doente e perplexa. Como é possível? - pergunto e pergunto-me sempre. Já li muito mais do que aquilo que leio hoje, todavia a verdade é que tinha muito mais tempo livre. Atualmente acordo tão cedo que mal chego a casa quase que só penso em deitar-me para descansar e madrugar no dia seguinte. Também é verdade que, nos dias que correm, há muito mais formas de entretenimento além da leitura e o tempo não dá para tudo. Os tempos de lazer são distribuídos entre séries para ver, programas de televisão, revistas para ler, estar com a família e com amigos e descansar sobra pouco, muito pouco tempo. A leitura foi perdendo espaço na minha vida, mas entrei no novo ano com o objetivo de loer muito mais que nos últimos tempos. Foi por isso que, quando me deparei com a imagem abaixo, decidi abraçar mais este desafio em Vinte Dezasseis. Vão vocês dizer: estás muito desafiadora este ano. E estou e pretendo cumpri-los todinhos aqueles aos quais me propuser. Por enquanto são dois e se surgir mais algum, que mereça a minha atenção e tempo, é garantido que o aceito.
Agora vou ler que está verdadeiramente a apetecer-me.
Só tive conhecimento este ano, há poucos dias, na verdade, mas ao que parece e pelo que li por aí esta é uma fórmula que já existe há algum tempo. Em tempo de poupança, em tempo de muita vontade de mudar de estaminé e de, como sempre, querer continuar a realizar sonhos esta talvez seja umA hipótese, das boas, de poder atingir objetivos vários. Para começar vai dar luta concerteza. A ideia é poupar todas as semanas o valor em euros do número da semana em que nos encontramos. Ou seja, na semana um amealha-se um euro, na semana dois arrecada-se dois euros e assim sucessivamente até que na 52ª semana coloca-se na caixinha-banco 52 euros. Também há quem faça de uma forma que pode ser menos dolorosa, isto é, começar do fim para o princípio: custa mais no início, mas há medida que as semanas vão passando o valor a juntar vai diminuindo e, é possível, que torne o desafio mais fácil e acessível. Eu já me decidi e vou atirar-me de cabeça a isto, sem medos e sem olhar para trás. Darei notícias de quando em vez. Até lá, boas poupanças!!!
Todas as estações a história repete-se: a Pantone mostra ao mundo as novas tendências em termos de cores. E aí estão elas este ano em tons clarinhos e agradáveis. A essie não perdeu tempo e já mostrou ao mundo as suas novidades. Eu já escolhi a minha e agora, que descobri que estes vernizes também se vendem nos hipermercados, é só encontrá-la e adquiri-la que as minhas unhas anseiam por estar "serenas".
Ano novo, velhos hábitos. Logo nada como começar com uma ida ao cinema em boa companhia. A escolha não foi minha e esta não é, de todo, a minha onda, mas foi uma resposta ao desafio do Pai Blue: "Gostava de ver o Star Wars. Quem vai comigo?". Acusei-me e de caminho levei a prima do meio e a filhota dela, minha afilhada mais nova. Quatro pessoas lindas e maravilhosas no cinema. A ideia era experimentar o Imax, do Colombo, por sugestão de uma amiga, mas só havia sessões para o fim do dia e, em véspera e regresso às aulas e ao trabalho, optámos pela versão normal, aquilo a que hoje em dia se chama 2D.
Não sou fã da saga e nos idos do passado terei, terei porque, de facto, não me lembro, alguns filmes da saga. Se papai diz q vi é porque é verdade. A mim não me marcaram, uma vez que não me lembro de nada. Não fosse a WWW e os artigos e reportagens que tanto têm dado por aí a minha memória estaria completamente branca relativamente a este assunto.
Dois pontos negativos: o mal "necessário" das pipocas e dos sorvedores de sumos e colas e o longo período de apresentações. 20 minutos, senhoras e senhores? 20 minutos a ver apresentações com heróis da Marvel e afins, que suplício. Bem sei que é o que mais interessa aos espetadores do Star Wars, mas há que alargar horizontes e mostrar às pessoas que há vida para lá dos tiros, explosões, murros, pontapés e porrada desnecessária.
Posto estas considerações iniciais vamos às Estrelas Guerreiras: lá está não me convenceram de todo. Não sou, de facto, fã da coisa. Muita explosão, muito tiro, muita porrada, demasiados efeitos especiais e um número em demasia de personagens feias e monstruosamente horríveis. A dada altura cheguei-me ao Pai Blue e perguntei-lhe: "Este futuro está muito longe, não está?" ao que ele me assegurou: "Sim, já não é para nós" como que a tranquilizar-me e a proteger-me com as suas palavras. Fiquei certa de que estou protegida daqueles seres horrendos. Se Papai disse é porque é verdade. O meu Rei nunca me enganou.
Ahhh o filme, pois isso não me disse nada, mas acredito que para os amantes destas coisas tenha sido o supra-sumo dos filmes. O que mais gostei mesmo foi e nas palavras da minha Princesa de 12 anos: "tu não gostaste das personagens, só gostaste dos robots". E é verdade trazia aqueles robots todos para casa. O BB-8, o CP não sei quantos e aquele que acorda lá mais para o fim. Disso sim gostei e muito. Já agora se vier o "mini-mini-mini" do Buck Rogers no Século XXV também o acolho de bom agrado.
Disto tudo ficaram dois apontamentos importantes:
1º: Logo à entrada tive de me defender e com as armas que tinha mais à mão e
Não sou a pessoa do mundo mais louca por sapatos. Neste aspeto sou até mesmo uma mulher muito atípica.Na verdade não ligo muito e não gosto de gastar fortunas para usar nos pés e pisar as ruas sujas deste mundo, sim, porque sou uma cidadã do mundo. Mas de quando em vez lá surge um modelito que me enche as medidas e me deixa embasbacada e de queixo à banda. Aconteceu ontem quando deambulava pelo facebook entre páginas de vários temas. De repente surgiu aFrou Froue os modelos Sapatos Namorar Portugal e foi amor à primeira vista. Há uma coisa que sei: quero as sabrinas brancas e vou tê-las, de certezinha absoluta! Ora digam lá que não tenho bom gosto?
Foi a minha reação depois de ver a Lady Gaga na edição dete ano dos Oscares. Não sou fã da senhora e aquilo que ela faz não me diz absolutamente nada. Mas, caramba!, a senhora surpreendeu-me pela positiva. Que voz, que presença e que belíssima homenagem a uma dos grandes clássicos da 7ª Arte. Dona Lady Gaga, espero coisas boas após este dia muitos parabéns!
Não sou daquelas pessoas que se derretem por um carrão devido às suas características técnicas como número de cavalos, motor xpto, aceleração mínima dos 0 aos 100, tração disto e daquilo e outros aspetos que existem, mas dos quais nem (re)conheço nome e/ou detalhes; desde que tenha um motor, quatro rodas e me leve onde quero e preciso está tudo mais do que ok. Para mim um carro é interessante quando me enche o olho, quando olho para ele e me apaixono à primeira vista, quando me seduz numa primeira observação; na verdade, quando olho e penso e/ou digo: "WOW! Que máximo! Quero muito ter este." Aconteceu hoje quando abri o meu mail e vi a newsletter da FIAT: paixão ao primeiro olhar. Se os senhores da marca me quiserem ofertar eu fico muito feliz ou posso até ser embaixadora da marca que sou moça cuidadosa, cautelosa, atenciosa e já possuidora de um veículo da marca. Sim, e para pedir não preciso de cesta, oras!
Acordo, estremunhada e muito ensonada. A noite foi boa e o sono tranquilo, mas acordar cedo não é a minha praia, de todo. Mas lá me levanto e inicio as minhas tarefas matinais rotineiras e higiénicas. E as minhas rádios, sim porque de manhã passo sempre por duas rádios, presenteam-me com três grandes sons, daqueles que me fazem bem, que me fazem sorrir, que me transmitem paz, que me tranquilizam e que me conseguem assegurar que, aparentemente, tudo vai correr bem. Hoje o meu dia acordou feliz.
O frio e a chuva lá de fora convidam a ficar em casa junto das minhas séries, da minha mantinha, do meu sofá e do calor e aconchego do meu lar e da minha maravilhosa família. Depois de ontem ter-me estreado numa nova série, eis que hoje me aproximo de uma outra novidade. Lembram-se da Izzie da Anatomia de Grey? Pois bem a moça regressa como protagonista numa série em que a espionagem da CIA, e de outros serviços secretos, é rainha. Ela é a responsável máxima de um departamento dos Serviços Secretos norte-americanos e safa-se, safa-se bem. Eu gosto e aconselho vivamente que passem por State of Afairs.
Já manifestei várias vezes o meu encanto pela canção Take me to Church do Hozier e não me canso de o fazer. Mas depois acontecem aqueles momentos surpreendentes em que a canção é aliada a um espetacular momento de bailado que me deixa ainda mais fascinada pelo som e embalada pela melodia. Vale a pena ver o bailarino ucraniano Sergei Polunin nesta coreografia encantadora sob os acordes desta magnífica canção.
Talvez regresse agora. Talvez seja este o timing certo para o regresso ao cantinho onde mais gosto de estar. Talvez, porque já prometi tantos que não cumpri que não quero falhar-me a mim própria (passe a redundância). Vou com calma. Uma frase. Uma música. Uma imagem. Um texto grande ou um mais pequeno. Tudo servirá para voltar aqui. Para me (re)encontrar com a escrita que tanta falta e tão bem me faz. Se é para escrever de borla que seja para mim e não para os outros. Estou cansada de gente que brinca com o meu trabalho e se serve dele para ter louros e créditos. BASTA!!!