... um dos teus atores preferidos vai convidar-te para um dos acontecimentos mais importantes da sua vida. Hoje é o dia!
quinta-feira, agosto 04, 2016
quarta-feira, agosto 03, 2016
Músicas de verão - 2016
Já toca na rádio desde o inverno. Janeiro/fevereiro, por aí. Não é o meu tipo de música. Mas a primeira vez que a ouvi cheirou-me a verão. Senti a areia nos pés, o sol na pele e a temperatura da água a subir por mim acima enquanto me preparo para as braçadas e mergulhos que tanto gosto de dar. Não conheço mais nenhuma música da banda e nem me dei ao trabalho de procurar. Não me despertou curiosidade. Gostei das sensações que o ritmo me transmitiu e só depois fui ler a letra. Até tem uma parte ou outra que sou eu. E tem o belo do conselho para a minha pessoa: "don't you tiptoe, tiptoe (...)". Conversa, meus caros, vou "tiptoe" para sempre que gato muito escaldado de água fria tem muito, muito medo. Ahhhhh pois é, bebés! E, claro, eu nem sou uma animal person logo, "portantos" e afins está tudo dito. Voltando à música e numa palavra: diverte-me! E o facto de me ter transmitido o cheiro a verão em pleno inverno foi mais que meio caminho andado para me fazer sorrir. O verão é sol, calor, mar, descanso, esplanada, bebidas frescas, margaritas, sangria, sommersby, churrascos, convívio e música bem disposta e, por ora, escolho esta. Quiçá, outras virão...
Cake by the Ocean - DNCE
Saudações virtuais
terça-feira, agosto 02, 2016
Foi à inspeção
E, de repente, passaram-se 4 anos desde que mudei de carro e começou a faina da ida à inspeção e hoje foi o dia da 1ª do meu "Necoca". Lá dei às luzes, aos piscas, mostrei triângulo e colete, lá vi o meu fiel amigo a dar saltinhos, e lá o senti a abanar por todo o lado. No final: Aprovado! Voltamos daqui a 2 anos ao mesmo local para novo exame. Ou então sai-me o euro-milhões, ou encontro uma situação profissional mais estável, e compro outro mais do meu agrado. Até lá: siga para a estrada que temos autorização oficial para circular pelo mundo! :-)
Saudações virtuais
segunda-feira, agosto 01, 2016
Julho foi mais fácil e tranquilo, porque...
..., qual prisioneira numa cela fechada só com as grades a separar-me do mundo real e da luz do sol, todos os dias fui riscando um até à cruz final. Até à da libertção total. Até à Liberdade e ao encontro com a Paz de espírito e física.
Saudações virtuais
domingo, julho 31, 2016
De dias felizes e memórias inesquecíveis
À Ângela, à Eva, à Patrícia (minha eterna BFF), ao Renato, ao Valter e à D. Manuela (normalmente não coloco aqui nomes, mas abro uma exceção para pessoas especiais, muito especiais)
Se um dia me tivessem dito que iria trabalhar com crianças e adolescentes e iria adorar teria rido na cara das pessoas e fechado ali o assunto. No entanto, a experiência aconteceu e foi das mais gratificantes que vivi até hoje. Tudo começou há cerca de 5 anos numa tarde de setembro. Uma entrevista, para uma vaga repentina, e zás o lugar ficou para mim. Juntei-me a uma equipa já existente onde já estavam a minha Ângela e a minha Eva. Eram para aí uns 50 putos, a partir dos 10 anos. Aquilo que ao príncípio me pareceu a maior confusão do mundo e um cenário caótico depressa entrou na ordem assim como rapidamente aprendi os nomes de todas aquelas criaturas com quem me passaria a cruzar todas as tardes. Sim, era um part-time mal pago e a recibos verdes, mas para quem tinha estava há 3 anos em casa a procurar trabalho foi uma benção dos Céus.
Passaram por lá vários colegas, mas os citados acima foram os que realmente me marcaram. Foram as minhas pessoas nos momentos mais complicados e foram também as minhas pessoas nos momentos mais felizes. Foi com eles que aprendi muito do que ali fiz e foi com eles que construi o projeto onde nos orgulhámos, e muito, de trabalhar.
Depois há as inúmeras crianças e jovens que passaram pela minha vida nestes anos. Todos diferentes e todos especiais. Uns mais especiais que outros. É inevitável. Há gente mais pequena que se transformou em gente maior e que um dia serão adultos que ficarão para sempre no meu coração azul. E não há como não falar do "Grupo das Malucas" no qual a minha afilhada mais nova também está inserida. Miúdas lindas e puras. De muito bom coração. Com princípios, valores e amigas dos seus amigos. Atentas e críticas qb. Espetaculares. São as que espero nunca se esqueçam de mim, porque eu sei que jamais me esquecerei delas e da boa influência que tiveram na minha vida.
E há esta sensação de saber que influenciei, pelo menos uma centena, de vidas de miúdos e jovens que por se terem cruzado comigo levam um pedaço da minha pessoa com eles. A bem ou a mal eu estive presente na vida deles. Apliquei castigos, ajudei nos trabalhos de casa, dei explicações, joguei ao uno, "ao nomes-países", "ao olho do c*", cantei no singstar, fiz castelos na areia, dei mergulhos na praia, escorreguei para a piscina, fiz noitadas e dei a mão às mais pequenas quando tinham medo do mar que mal lhes passava os tornozelos. Ahhh foi bom, foram momentos muito bons que para sempre marcarão a pessoa em que me tornei depois desta experiência.
Mas tudo tem um fim e a minha colaboração com os mais novos terminou na sexta-feira, 29 de julho de 2016. E, infelizmente, tenho que dizer: Graças a Deus que acabou. Mas afinal se foi tudo tão bom, porque é que ficas aliviada com o final, Blue? Porque há cerca de um ano para cá as premissas mudaram, a equipa foi praticamente toda alterada, a minha presença passou a ser secundária e eu pude dedicar-me com mais cuidado e atenção a um outro projeto da instituição para onde trabalho e do qual também gosto muito, mas noutra área. Passei a estar a meio gás com os mais novos, mas sempre atenta principalmente porque "as minhas " ainda lá estavam e muito reclaramaram a minha presença que tentei sempre manter. O mais que pude. Mas a nova equipa parecia saída de um filme de bruxas más, de gente que só veio baralhar, estragar e fazer mal a algo bom. Fui-me afastando e após as férias da Páscoa deste ano pedi, sim pedi, à minha chefia direta para largar aquela valência da instituição até porque trabalho numa outra não me faltava. Já não estava identificada com nada do que ali se passava: métodos de estudo (quais?), desarrumação (péssimo quando se trabalha com malta nova), gritaria sem necessidade (quando não é isso que os educa); enfim, aquilo além de já não ter as minhas pessoas ficou caótico e as queixas das "minhas meninas" não paravam de chegar a mim. Devido aos poucos recursos humanos existentes comunicaram-me que teria de ficar até ao fim de julho. E fiquei, porque as chefias falam mais alto e porque, esta minha chefia em questão, merece todo o meu respeito e consideração. Não bati o pé e fiz o sacrifício de acompanhar o enterro de de algo que um dia foi bom. e ouvi muitas queixas de gente nova que encaminhei sempre para quem de direito e a quem disse sempre "vão falar com a bruxa e digam-lhe isso". (Claro que não usava a palavra bruxa, certo? Só a uso aqui.) E moças e moços lá andavam cansadas e fartas "daquilo" como passaram a chamar ao sítio para onde iam diariamente após as aulas.
Se por um lado estou aliviada, porque já não havia qualquer identificação com o projeto, por outro estou triste porque ali vivi momentos extraordinários. Mas os tempos mais recentes foram sendo cada vez piores e a bagunça ao nível de organização de atividades e de espaço atingiu proporções inimagináveis. Eu, que não sei trabalhar no meio da desorganização, andava desesperada com a chegada do final do mês de julho. Chegou, finalmente! É triste que algo de bom se tenha transformado em algo de mau. Mas agora estou livre para outros voos e para outros projetos. Aquele fica nas mãos em que fica. A ver vamos, neste caso, como diz o cego. Já não tenho que me preocupar. Mesmo!
Foi-me oferecido, por um dos meus meninos, há dois anos. Anda sempre comigo e vai marcar para sempre estes anos de alegria.
Saudações virtuais
sexta-feira, junho 24, 2016
Parem o mundo, já disse!
Hoje dei um pulo da cama. Logo a mim que me custa tanto acordar às 6h25 diariamente apesar de ser a minha rotina diária desde há 3 anos. Deitei-me na tranquilidade do "não" e acordei com as palavras do jornalista que me informou da turbulência do "sim". Gosto tanto de ser europeia. A minha costela britânica está de luto (costela que eu criei com a vida, porque fisicamente não a tenho).
Agora a Escócia e a Irlanda do Norte vão querer sair do RU para entrar na UE. Mas antes temo pelas batalhas campais que, eventualmente, poderão acontecer. Que tristeza que as pessoas estejam a virar ao ódio e à intolerância. Que tristeza!
Eu não sou deste mundo e já no último post tinha pedido para pararem para eu sair e eu continuo a querer sair deste mundo. Porque não fui educada para isto, não fui de todo.
A Europa está de luto e eu com ela...
Saudações virtuais muito tristes, muito tristes mesmo...
terça-feira, junho 14, 2016
Podem parar o mundo que eu quero sair aqui
Quatro dias. Quatro dias de descanso. De lazer. De convívio em família. Com amigos. De praia. De passeio. De boa disposição. De boa comida. Pouca que agora sou um pisco a comer. De futebol, que um Euro é sempre um Euro (e amanhã é que começa a festa mais a sério). Enfim, quatro dias que tinham tudo para correr bem e para ter muitos mais sorrisos. E muitos mais não teve porquê? Porque com tudo o que têm, de bom e de mau, as redes sociais invadem-nos a vida e as notícias nas televisões também. Bem sei que, por defeito da minha pessoa e de profissão, tenho necessidade de estar sempre informada e em cima dos acontecimentos, mas, por vezes, não seria melhor desligar tudo? Será que na ignorância viveríamos melhor?
Quando peço que o mundo pare e me deixem sair acrescento que me deixem ir com as minhas pessoas e sigam neste mundo louco aqueles que querem ir mais longe e sabe-se lá até onde. Eu, confesso, fico triste com as realidades diárias que me entram pelos olhos dentro e é por isso que quero sair e já. Senão vejamos:
- há pessoas que assistem a uma cena de sexo, num local público, na qual há uma criança sentada mesmo ao lado. E que fazem essas pessoas? Um filme, segundo consta de 11 (Onze!) minutos, que depois publicam no tutubo. Mas ninguém se lembrou de chamar as autoridades e fazer queixa daqueles dois que não souberam arranjar um quarto e ainda por cima tinham uma menor mesmo ao lado a ver tudo? Mas que raio de pessoas são estas que apenas se preocupam em filmar e esquecem-se de denunicar uma situação tão grave quanto esta? Bem, pessoas é força de expressão, mas não encontro outra palavra para os designar. Quer dizer encontro, no entanto não me apetece asneirar de momento.
- Aqui há uns anos estava numa roda de amigos (amigos à época; desconhecidos hoje em dia), em casa de uns deles, e eis que o dono da casa debita estas horrendas palavras: "por mim era assim: encostavam-se os gays todos a um muro e com uma rajada de metralhadora dava-se cabo deles". Na altura senti uma chuva intensa saltar-me dos olhos e apenas consegui balbuciar: "obrigada, acabaste de me tirar uma série de Amigos. Não tenho mais palavras". Permaneci calada o resto do serão e não me fui embora, por respeito a quem tinha dado boleia e porque uma dessas pessoas tinha feito milhares de quilómetros para estar connosco. Nunca mais voltei aquela casa. O radicalismo, qualquer que ele seja, dá comigo em doida. Fiquei em choque com a crueldade com que aquelas palavras foram proferidas assim a frio. Este fim-de-semana um tarado entrou numa discoteca, em Orlando, nos States, e com várias rajadas diparou e matou e feriu várias pessoas da comunidade gay. Além do choque de toda esta situação as minhas meórias transportaram-me para aquele serão em casa daquelas pessoas. Caramba, eu já conhei "aquela" pessoa e sei que "aquela" pessoa existe. Bolas! Que dor e que desilusão. Que crueldade!!! Que bestas!!! Então mas agora, como diz o meu Vicente Alves do Ó, não se pode ter liberdade religiosa ou liberdade de amar quem se quer pois corremos o risco de levar com um balázio na testa disparado por um louco psicopata e outras coisas que tais? A canção dizia "somos livres", mas parece-me que não somos, porque as nossas escolhas podem fazer com a nossa saída deste mundo seja precoce, trágica e do mais injusta possível.
Estou em choque com a frieza, a crueldade e loucura que prolifera por este mundo que, efetivamente, começo a ter de concordar é realmente do mais cruel que há.
É isto: podem parar o mundo que eu quero sair aqui. Não estou preparada para mais crueldade e mais desumanidade. Não estou!
Saudações virtuais
terça-feira, abril 19, 2016
Das minhas bandas sonoras#1
Música, música, música. Não passo sem. Ao meu lado há sempre uma telefonia a tocar, um cd, um leitor de mp3, uma televisão sintonizada na rádio ou um concerto de um artista ou banda das minhas preferências. Já aqui escrevi bastante sobre aquelas de que mais gosto. Houve um mês inteiro dedicado às músicas da minha vida, aquelas que de uma forma ou outra me deixaram marcas, boas ou menos boas. Mas tantas ficaram de fora que enfim... um mês é pouco para as tantas e tantas músicas de que gosto a valer. Hoje caíram-me estas no prato das memórias.
Groovy Kind of love - Phil Collins
Losing my Religion - R.E.M.
I've Got You Under My Skin - Frank Sinatra
Três canções completamente distintas. Três memórias especiais. Três músicas daquelas que nunca deixarei de ouvir, porque são parte de mim. Outras haverá. Outros dias para as recordar também.
Saudações virtuais
sábado, março 26, 2016
180º depois
(o
maior testamento que alguma vez publiquei aqui. Ou bem que escrevo ou
bem que não escrevo. E só lê quem quer, ora!)
Foi
há precisamente um ano. Um ano com um dia a mais. Passaram,
portanto, 366 dias. A minha vida mudou radicalmente. A qualidade
então nem se fala. Há um ano eu tomava, diariamente, medicação
para a diabetes e para a hipertensão. Era gorda, muito gorda. Hoje
não tenho problemas em dizê-lo: pesava 104 kgs. Tempos houve em que
pesei 112 kgs. Tinha vergonha de dizer estes números em voz alta.
Quanto mais escrevê-los. Os gordos têm vergonha de dizer o seu
peso. Eu tinha, sempre o assumi, e não dizia a ninguém. Dizia em
casa. Aos meus pais. E chegava. Mais ninguém precisava de ter
conhecimento desse número que me envergonhava, do qual me
envergonhava e que eu não conseguia combater apenas com alteração
dos hábitos alimentares e com a inclusão de desporto na minha vida.
Ah sabia também a minha Dra Patrícia que comigo travava a minha
luta contra a obesidade. A obesidade que teimava em perserguir-me e
em não largar-me, por mais que eu me esforçasse. A vida de um gordo
que quer perder peso, e não consegue, é complicada. Muito
complicada. Posso falar deste assunto com verdadeiro conhecimento de
causa. Porque é uma causa que conheço muito bem. Não foi uma luta
da vida inteira. Mas foi uma luta árdua e complicada dos últimos
vinte anos da minha vida. Tenho 45 logo é só fazer as contas, como
dizia o outro.
Verdade
seja dita que comer é algo de que gosto muito. Tenho a sorte de
viver numa família onde a Arte de bem cozinhar impera. E herdei esse
dom, o que não ajuda nada nestes processos. Contudo, as minhas
semanas eram passadas acompanhada de comida saudável com direito a
um disparate por semana. Unzinho apenas, nem mais nem menos. Nem eram
os doces, mas os salgados; aiiii, os salgados é que davam cabo de
mim. E neste estômagozinho cabia sempre mais um bocadinho. A minha
amiga SLR apelidava-me de “Paquita”, porque eu comia a minha dose
e ainda ia rapar as travessas dos outros. Impressionante, é verdade!
Agora brincamos e dizemos que “A Paquita morreu”.
Sim, ainda gosto de comer, no entanto nadfa das quantidades dos
antigamentes. Sim, a minha vida mudou, já o disse lá em cima.
Quando
surgiram as primeiras cirurgias bariátricas em Portugal eu quis logo
ser submetida a uma. E encontrei mais um um inimigo: as famosas e
horrorosas listas de espera. Passei por vários hospitais públicos
na esperança de que alguma equipa percebesse a gravidade do meu
caso. Não bastava ser obesa, mórbida, nos últimos 13/14 anos
surgiram também a hipertensão e a diabetes. Tudo associado o
excesso de peso. Portanto, como eu costumava dizer, eu era “uma
bomba com pernas” que a qualquer momento podia ter a bela da
entrevadinha e puf ou, com sorte, não puf mas viver com mais
reservas do que aquelas que já tinha. Daí que diariamente tomasse
um comprimido para cada uma das doenças silenciosas que me atacavam.
E nem assim conseguia contornar as listas de espera.
E
de lista de espera em lista de espera e de hospital em hospital andei
até me decidir ficar apenas pela consulta de nutrição, pela
atividade desportiva possível e aguardar os resultados. Mas num
corpo cujo metabolismo tudo retem, até o ar que se respira, a luta
era inglória e muito, muito complicada. Continuei a ter esperança
na operação e a viver a minha vida feliz e contente. Felizmente,
nunca me senti excluída da sociedade e nunca fui rejeitada por
ninguém por causa do meu peso. Felizmente, os meus amios sempre o
foram e nunca me descriminiram pelo meu peso. Felizmente nunca tive
problemas em ir à praia e em divertir-me. Felizmente, tive uma
família e uns amigos que sempre me trataram bem. Sei de casos e de
pessoas que se auto-excluíram da sociedade precisamente porque não
só não suportavam verem-se como eram, como ainda eram mal tratados
pelos outros e descriminados. Todos sabermos que a raça humanda é
cruel e má. Tive sorte ou soube rodear-me das pessoas certas, não
sei. Mas sempre fui feliz e isso é bom, muito bom.
Em
novembro/dezembro de 2014 tudo se alterou. Entregue a uma nova equipa
médica, num hospital privado, fui com uma carta do meu
endocrinologista à consulta de cirurgia geral, marcada anteriomente
pelo meu médico de família, e saí de lá com uma data. Qualquer
coisa de Fevereiro de 2015 seria a data em que tudo mudaria. Exames,
muitos, para a preparação foi o que se seguiu. E de repente, em
meados de janeiro de 2015 um telefonema: “Dona Blue, fala a
assistente do Dr. Y, a sua cirurgia terá de ser adiada porque o Dr
sofreu um acidente e vai ter de ser operado. Continue as preparações
todas, mas agora só a 26 de março poderá ser operada”. Ia
morrendo. A sério! Tanto anos à e em espera e um precalço quando
tudo ia tão bem encaminhado. Depois do choque inicial, o otimismo
voltou. Mais tempo para me despedir das comezainas e das festarolas
que o pós-operatório seria um mundo novo (mas essa descrição fica
para outro dia).
Portanto,
há um ano – 26 de março 2015 - pelas nove da manhã estava
numa cama de hospital prontinha e no aguardo para me levarem para o
cenário onde tudo aconteceria: a sala de operações. Foi lá que o
meu estômago ganhou um novo tamanho: mais pequeno e que a minha vida
começou a girar até aos 180º C a que hoje chegámos. O bypass
gástrico foi a melhor coisinha que me poderia ter acontecido nos
últimos tempos. O pós-operatório foi algo complicado, porque havia
muitas dores que suportei com a ajuda do meu grande amigo
Paracetamol. Nunca cedi ao comprimido de SOS para as dores e não foi
por bravura, foi sim porque, de facto, não precisei. Muitas dores,
mas suportáveis. O mais dífícil foi não comer sólidos durante
duas semanas. Só líquidos, numa primeira fase, e depois só papas.
Como os bebés comecei tudo de novo. Mas duas semanas após a
cirurgia disse adeus ao comprimido para a hipertensão e daqui a duas
semanas fará um ano que essa despedida foi feita para sempre, sem
direito a regressos. Este ano em janeiro disse bye bye ao
comprimido para a diabetes cujas doses diárias foram diminuindo ao
longo do último ano até ficarem nos mínimos para se transformarem
em adeus, ó vai-te embora e nunca mais voltes.
(fonte da imagem: net)
E
o peso perguntam vocês, pessoas de bem e interessadas neste
testamento? O peso foi descendo gradualmente que uma pessoa com um
estômago pequeno não consegue lá enfiar muita comida. Além disso
reeduquei-me alimentarmente falando e faço várias refeições por
dia, o que ajuda e muito neste processo. Voltei à minha natação e
até já gosto de fazer algumas caminhadas, sem exageros que não sou
uma sports person.
Ahhhh o peso: já lá vão praticamente 25 kgs com os quais nunca
mais me quero encontrar. Sinto-me saudável e continuo muito feliz.
Foi fundamental ter uns pais maravilha que me apoiaram desde o
primeiro minuto e que têm sido sempre, na vida em geral e sobretudo
neste processo, um suporte imprescindível para que tudo tenha
chegado a este bom porto e assim continue.
As
minhas amizades, aquelas que verdadeiramente interessam e me
interessam, também foram cinco estrelas e as palavras certas aliadas
à atitudes mais corretas têm sido incontáveis.
Uma
nota final para a maravilhosa equipa médica que me tem seguido e
acompanhado em todo este processo: o dr. João, o dr. Francisco, o
dr. Carlos e a dra. Mónica sem cujos os incentivos e conhecimentos
médicos eu não teria chegado aqui.
Outro
dia alguém me perguntava: “és o caso de sucesso dos teus
médicos?” e eu, orgulhosamente, respondi: “sou um dos e isso é
tão, mas tão bom que não há palavras que para exprimir o tamanho
da minha felicidade”.
Há
um ano a minha Páscoa foi em repouso e a líquidos e este ano vou
voltar ao belo do cabrito temperado e confecionado pelas fabulosas da
melhor mãe do mundo: a Minha. A Páscoa também foi um resuscitar
para mim. Para uma vida mais saudável, muito mais sustentável e
muito mais feliz.
Saudações
virtuais com votos de uma Santa Páscoa
terça-feira, fevereiro 23, 2016
Pequenas grandes conquistas
Ontem: uma caminhada de uma hora. Seis quilómetros. Seguidos. Sem parar. Sempre na converseta com a minha PrimAmiga do meio, ou seja, a Braza 2.
Hoje: 30 piscinas de 25 metros cada. 750 metros seguidos dentro de água. 26 minutos. No princípio do mês precisava de meia hora, mais quatro minutos. para fazer o mesmo número de piscinas.
Grau de cansaço após cada uma das atividades: ZERO! ZERO! ZERO!
Se há um ano me dissessem que isto seria possível eu jamais acreditaria. Sabe bem, sabe tão bem.
Saudações virtuais
*as fotos são exemplificativas e retiradas da net. Não reclamo os seus direitos de autor e se for preciso retirá-las, retiro-as.
segunda-feira, fevereiro 01, 2016
quinta-feira, janeiro 14, 2016
I think you know you''ve lost the love of your life...
Mas que raio de semana é esta? Mas que raio de ajuntamento de planetas, estrelas e afins se está a dar lá por cima? A pessoa não recupera de um e toma lá mais este que assim continuas em choque. Só que há choques maiores que outos. Fónix!!! Eu gostava mesmo do Alan Rickman. De tudo. Da interpretação, do sorriso, do sotaque, da maneira de estar. Caramba, eu era fanzaça do homem e ele, assim de repente, out of the blue, sem aviso prévio, vai-se-me atrás do outro que também não avisou. E entregue à mesma puta da mesma doença? Mas que raio vem a ser isto? Alan, não vale. Diz-me que foste só buscar o David e, de caminho, traz-me também outros como o Freddy, o Pavarotti, o Sinatra, eu sei lá. Traz os bons e venham todos fazer essa festa aqui connosco. Deixem-se de frescuras como dizem os brasileiros e voltem que estão perdoados. Enquanto não chegam eu vou ouvindo música.
Texas - In Demand
Saudacões britânicas
segunda-feira, janeiro 11, 2016
Coisas qu'ouço #1
Antes de começar tenho de fazer uma declaração: David tu não mereces esta falta de respeito. Tu não mereces. Posto isto relato o que acabou de acontecer à minha frente no estaminé.
Colega A (24/25 anos): Boa tarde, estão todos bem? Está tudo bem?
Colega B (40/41 anos): Não, morreu o David Bowie.
Colega A: Quem?
(eu levanto a cabeça incrédula e pronta a mandar uma daquelas jeitosas e à ma mode)
Colega A: Desculpa não percebi...
Colega B: Morreu o David Bowie.
Colega A: Mas isso já foi há algum tempo. Na semana passada fartaram-se de falar dele nas notícias. (despreocupada e como se a morte fosse uma coisa que se aceita de ânimo leve)
(não me aguentei)
Blue: Não! Foi esta noite, ontem.
Colega A: Mas eu ouvi falar tanto dele na semana passada nas notícias.
Blue (com um ar super-mega-hiper incrédulo): Porque no dia 8, dia em que fez 69 anos, saiu o mais recente disco dele. Ele estava a lutar contra um cancro há 18 meses e nem se sabia.
E acabou a conversa. Mas é possível que as pessoas não façam um esforço numa sociedade que lhes oferece a informação de mão beijada? Existe uma coisa chamada Google. Esta menina passa a si própria cada atestado de burrice que dói de ver e ouvir. Dói horrores.
Saudações virtuais
Blue Monday and a great party up there
Todos os dias dou os bons-dias às pessoas, que conheço, com quem me cruzo. Desde que existe o Facebook esse ato de boa educação permite-me fazê-lo a um leque mais alargado de gente e, com a ajuda da internet, com frases mais ou menos engraçadas consoante o dia da semana e até o meu estado de espírito. Normalmente são frases irónicas referentes à hora matinal a que sou forçada a acordar para ir trabalhar; definitivamente não sou uma morning person, pelo menos, de mornings muito earlies.
Todavia, hoje o acordar foi diferente e não houve espaço nem tempo para ironias matinais. Hoje eu, e o mundo, acordámos (alguns ter-se-ão deitado, depende do meridiano em que se vive) com a notícia choque de que o Camaleão da música foi cantar para outras bandas e que a puta da doença ganhou. Mais uma vez. David Bowie um dos mestres da música foi vencido numa batalha inglória em que o mal teima em ganhar e o bem vai, apenas, ganhando. A perda é grande para o mundo da música, pois desaparece uma figura incontornável do panorama internacional musical: um génio que inovou e que nunca teve medo de arriscar. E não teve medo até ao fim. Como fiquei a saber pelas palavras de Carlos Vaz Marques, no FB:
"Há três dias comovi-me ao ouvir, no Spotify, o novo disco de David Bowie. Foi um instante muito breve. O disco é magistral e o prazer da música sobrepôs-se, enquanto o ouvia, a quaisquer outras considerações. Mas por um brevíssimo instante senti que o que estava a ouvir não era importante apenas do ponto de vista musical. Estava a testemunhar o vigor criativo de um homem que já mudara a música popular por diversas vezes e que, no dia em que fazia 69 anos, lançava um disco em que, uma vez mais, não se repetia. Bowie ouviu uns músicos de jazz num pequeno clube nova-iorquino e uns dias depois convidou-os a trabalharem com ele. Em suma, em vez de olhar para trás, olhava em frente, arriscava, recomeçava o caminho, como Sisífo. Comoveu-me brevissimamente essa lição de que é necessário a cada momento reinventar o modo como se empurra a pedra, montanha acima. Sabemos agora: ele tinha um cancro em estado terminal e estava a fazer o que deve ser feito quando se está vivo. Sem complacências. Agora compreendemos melhor os versos da canção Lazarus: Look up here, I'm in Heaven, / I've got scars that can't be seen."
Esta manhã o que escrevi foi: "Ora bolas! Hj não há piadola matinal por ser segunda-feira. Hoje há o choque de acordar com esta notícia. Não sou a sua maior fã, mas sou admiradora do seu trabalho. Ora bolas! E vítima da puta da doença." E, imediatamente, me lembrei da música de Bowie que sempre foi a minha preferida.
David Bowie - Blue Jean
Depois vieram as minhas memórias musicais dos anos 80, do século XX, e das muitas matinés na Danceteria lá da terra a dançar até que os pés me doessem. Coisa que nunca aconteceu. E lembrei-me de músicas mais antigas que fui aprendendo a ouvir pela voz deste grande senhor que sempre soube surpreender e nunca dececionou. E fui sendo lembrada pelos meus amigos de outras grandes obras musicais que tão bem interpretava, o que me levou a constatar que: "E, de repente, eu, que como já referi hoje, que não sou a maior fã de Bowie começo a perceber, através das publicações dos meus amigos, que há muitas mais canções dele que conheço do que aquilo que pensava. Pena que seja nestas circunstâncias... De qualquer forma que bom (re)ver e (re)ouvir música de grande qualidade." E no meio das memórias todas, e obviamente, das minhas não poderia faltar de forma alguma a grande canção que é "oh, oh, oh, oh":
David Bowie - China Girl
E pelo passeio de memórias, de visionamentos e de audições que esta segunda-feira me está a trazer, aquilo que me ocorreu foi: que ganda festa que está a haver lá em cima.
Queen & David Bowie - Under Pressure
Descansa em Paz, Camaleão...
David Bowie
1947jan08 - 2015jan10
Saudações camaleónicas...
quinta-feira, janeiro 07, 2016
Ler +
Não se trata de nenhum plano de leitura que vá ser implementado por aí. Aliás já existe e, diz-me a minha experiência profissional, que não sendo 100% efoicaz tem tido resultados positivos.
Sempre gostei de ler e sempre li muito e muito. Nunca em demasia, porque, para mim, não existe ler de mais, contudo existe ler de menos. Nem entendo as pessoas que dizem que não gostam de ler; sempre que alguém profere tal afirmação à minha beira fico doente e perplexa. Como é possível? - pergunto e pergunto-me sempre. Já li muito mais do que aquilo que leio hoje, todavia a verdade é que tinha muito mais tempo livre. Atualmente acordo tão cedo que mal chego a casa quase que só penso em deitar-me para descansar e madrugar no dia seguinte. Também é verdade que, nos dias que correm, há muito mais formas de entretenimento além da leitura e o tempo não dá para tudo. Os tempos de lazer são distribuídos entre séries para ver, programas de televisão, revistas para ler, estar com a família e com amigos e descansar sobra pouco, muito pouco tempo. A leitura foi perdendo espaço na minha vida, mas entrei no novo ano com o objetivo de loer muito mais que nos últimos tempos. Foi por isso que, quando me deparei com a imagem abaixo, decidi abraçar mais este desafio em Vinte Dezasseis. Vão vocês dizer: estás muito desafiadora este ano. E estou e pretendo cumpri-los todinhos aqueles aos quais me propuser. Por enquanto são dois e se surgir mais algum, que mereça a minha atenção e tempo, é garantido que o aceito.
Agora vou ler que está verdadeiramente a apetecer-me.
Saudações virtuais
quarta-feira, janeiro 06, 2016
Porquinho mealheiro
Só tive conhecimento este ano, há poucos dias, na verdade, mas ao que parece e pelo que li por aí esta é uma fórmula que já existe há algum tempo. Em tempo de poupança, em tempo de muita vontade de mudar de estaminé e de, como sempre, querer continuar a realizar sonhos esta talvez seja umA hipótese, das boas, de poder atingir objetivos vários. Para começar vai dar luta concerteza. A ideia é poupar todas as semanas o valor em euros do número da semana em que nos encontramos. Ou seja, na semana um amealha-se um euro, na semana dois arrecada-se dois euros e assim sucessivamente até que na 52ª semana coloca-se na caixinha-banco 52 euros. Também há quem faça de uma forma que pode ser menos dolorosa, isto é, começar do fim para o princípio: custa mais no início, mas há medida que as semanas vão passando o valor a juntar vai diminuindo e, é possível, que torne o desafio mais fácil e acessível. Eu já me decidi e vou atirar-me de cabeça a isto, sem medos e sem olhar para trás. Darei notícias de quando em vez. Até lá, boas poupanças!!!
Saudações virtuais
segunda-feira, janeiro 04, 2016
Azulinho mai' lindo anda cá já
Todas as estações a história repete-se: a Pantone mostra ao mundo as novas tendências em termos de cores. E aí estão elas este ano em tons clarinhos e agradáveis. A essie não perdeu tempo e já mostrou ao mundo as suas novidades. Eu já escolhi a minha e agora, que descobri que estes vernizes também se vendem nos hipermercados, é só encontrá-la e adquiri-la que as minhas unhas anseiam por estar "serenas".
2016: 1ª ida ao cinema
Ano novo, velhos hábitos. Logo nada como começar com uma ida ao cinema em boa companhia. A escolha não foi minha e esta não é, de todo, a minha onda, mas foi uma resposta ao desafio do Pai Blue: "Gostava de ver o Star Wars. Quem vai comigo?". Acusei-me e de caminho levei a prima do meio e a filhota dela, minha afilhada mais nova. Quatro pessoas lindas e maravilhosas no cinema. A ideia era experimentar o Imax, do Colombo, por sugestão de uma amiga, mas só havia sessões para o fim do dia e, em véspera e regresso às aulas e ao trabalho, optámos pela versão normal, aquilo a que hoje em dia se chama 2D.
Não sou fã da saga e nos idos do passado terei, terei porque, de facto, não me lembro, alguns filmes da saga. Se papai diz q vi é porque é verdade. A mim não me marcaram, uma vez que não me lembro de nada. Não fosse a WWW e os artigos e reportagens que tanto têm dado por aí a minha memória estaria completamente branca relativamente a este assunto.
Dois pontos negativos: o mal "necessário" das pipocas e dos sorvedores de sumos e colas e o longo período de apresentações. 20 minutos, senhoras e senhores? 20 minutos a ver apresentações com heróis da Marvel e afins, que suplício. Bem sei que é o que mais interessa aos espetadores do Star Wars, mas há que alargar horizontes e mostrar às pessoas que há vida para lá dos tiros, explosões, murros, pontapés e porrada desnecessária.
Posto estas considerações iniciais vamos às Estrelas Guerreiras: lá está não me convenceram de todo. Não sou, de facto, fã da coisa. Muita explosão, muito tiro, muita porrada, demasiados efeitos especiais e um número em demasia de personagens feias e monstruosamente horríveis. A dada altura cheguei-me ao Pai Blue e perguntei-lhe: "Este futuro está muito longe, não está?" ao que ele me assegurou: "Sim, já não é para nós" como que a tranquilizar-me e a proteger-me com as suas palavras. Fiquei certa de que estou protegida daqueles seres horrendos. Se Papai disse é porque é verdade. O meu Rei nunca me enganou.
Ahhh o filme, pois isso não me disse nada, mas acredito que para os amantes destas coisas tenha sido o supra-sumo dos filmes. O que mais gostei mesmo foi e nas palavras da minha Princesa de 12 anos: "tu não gostaste das personagens, só gostaste dos robots". E é verdade trazia aqueles robots todos para casa. O BB-8, o CP não sei quantos e aquele que acorda lá mais para o fim. Disso sim gostei e muito. Já agora se vier o "mini-mini-mini" do Buck Rogers no Século XXV também o acolho de bom agrado.
Disto tudo ficaram dois apontamentos importantes:
1º: Logo à entrada tive de me defender e com as armas que tinha mais à mão e
2º: A conclusão do dia.
Saudações virtuais
sexta-feira, janeiro 01, 2016
quarta-feira, fevereiro 25, 2015
Wishlist #2
Não sou a pessoa do mundo mais louca por sapatos. Neste aspeto sou até mesmo uma mulher muito atípica.Na verdade não ligo muito e não gosto de gastar fortunas para usar nos pés e pisar as ruas sujas deste mundo, sim, porque sou uma cidadã do mundo. Mas de quando em vez lá surge um modelito que me enche as medidas e me deixa embasbacada e de queixo à banda. Aconteceu ontem quando deambulava pelo facebook entre páginas de vários temas. De repente surgiu a Frou Frou e os modelos Sapatos Namorar Portugal e foi amor à primeira vista. Há uma coisa que sei: quero as sabrinas brancas e vou tê-las, de certezinha absoluta! Ora digam lá que não tenho bom gosto?
Saudações Virtuais
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