segunda-feira, abril 03, 2017

Março de 2017

Para memória futura e para que, mais uma vez, me lembre que existe a possibilidade de ser absolutamente feliz em tudo: o terceiro mês deste ano será sempre lembrado como "Março, o mês do quase". Quase que teve tudo de bom. Quase que foi possível, mas depois o despertador da realidade tocou e tudo voltou ao curso normal dos factos. Deverá ser possível, mas... o Universo é uma entidade atenta. Muito atenta!

Saudações virtuais

domingo, março 26, 2017

2 anos de Re-Nascimento

Há lá coincidência melhor do que aquela que nos oferece de bandeja A música da nossa vida, ao vivo e a cores, num momento em que precisamos mesmo dela, cantada por uma voz magnífica, e quando estamos a horas de comemorar uma data importante? É capaz, mas ontem a mim não me ocorreu mais nenhuma. Ali, sentada na bancada do Pavilhão Atlântico a assistir ao regresso de Andrea Boccelli a solo luso, e na véspera de comemorar dois anos sobre o meu re-nascimento, vejo entrar a grande e enorme Ana Moura, de quem tanto gosto, e aos primeiros acordes e sons oiço a palavra Rainbow e quando penso que não pode ser verdade é então que acontece magia à minha frente e para os meus ouvidos e para toda a minha pessoa. Da voz deliciosa de uma das minhas fadistas e artista preferidas sai um Perfeito Somewhere Over The Rainbow, que me deixou inundada de esperança e alegria. Todo o concerto de Boccelli foi fantático, mas para mim o momento alto da noite saiu da voz da Ana Moura e por isso o meu muito e sincero obrigada.
Hoje é dia de festa. Faço dois anos que renasci. Contei-o aqui no ano passado e será sempre bom recordar o dia em que a minha vida deu uma volta de 180º graus para melhor. Para muito melhor. Os benefícios desta mudança estão contados e revelados e são vistos todos os dias nas mais pequenas tarefas diárias. E acho que o sorriso que mantenho e que, às vezes, é ainda mais rasgado também explica bem o que sinto nos dias que correm. Por aqui tudo continua de vento em popa. A revisão do segundo ano já começou e logo na primeira consulta, a de nutrição, trouxe dois recadinhos bem jeitosos: "As análises acusam falta de vitamina B (perguntei logo à dra se ela sabia o paradeiro do sol lol) e mais proteína, coma mais proteína, Blue". A ordem agora é: coma, Blue, coma. e eu só me ria de satisfação e alegria. Agora querem que coma, olha qu'esta vida "ralmente" é muito irónica e "defécil".  Agora não consigo, senhores, que me fechasteis o estômago para menos de metade e a pessoa não tem espaço para botar a dita proteína. Sempre se foram embora quase 30 quilos de pessoa e isso é muito quilo. Muito mesmo! Corre tudo bem, que é o que importa; estou de saúde, estou de bem com a vida, uns dias mais que outros (mas faz parte -  a limar algumas arestas, mas de bem. Siga o caminho, siga que tudo vai acabar bem, porque se não é bem é porque ainda não acabou. 

Se tiverem muita, mas muita atenção ouvem o meu "ahhhh" de surpresa logo no início. A chuva de esperança sente-se no silêncio, porque a emoção está ainda toda cá dentro. E, se bem me conheço, aqui ficará para sempre. Obrigada, querida Ana Moura. 


SomeWhere Over The Rainbow - Ana Moura com Sinfonieta de Lisboa

Saudações magérrimas virtuais

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

"A Carta" - Peep Show

Vi esta interpretação ao vivo. Duas vezes. Eu e a Mónica numa casa-de-banho. Ela a interpretar um texto lindo e duro. Eu, ali no meu canto, a ver e a ouvir. As palavras tocaram-me, porque podiam ter sido escritas por mim. Exatamente naquele dia em que as (ou)vi pela primeira vez. Palavras doridas de um amor sentido, eterno, mas separado. Quando revi, doeu mais; tudo se mantinha igual. Voltei a elas algum tempo depois quando chegaram à net. Neste vídeo. Regresso a elas hoje, porque a Mónica as relembrou pela manhã e eu, mais uma vez, não as deixei escapar. 


PEEPshow - ep.6, "Carta" from caixanegra on Vimeo.

"Nunca deixarei de Te Amar. Mesmo sabendo que nunca ficaremos juntos. Amar-te-ei. Sempre!(...)
O Amor que fica, principalmente, apesar de tudo...
O Amor sem sonhos. E sem projetos. E sem lágrimas.(...)
Fazes-me falta. Novamente. Desde sempre.(...)
Nunca deixarás de ser especial."

Saudações Virtuais

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Ninguém nasce ensinado

Todos os dias passo os olhos por vários sites de anúncios de emprego e começo a perceber porque raio isto anda tudo tão mal e tão desarranjado. Estamos entregues a estagiários. Eu não tenho nada contra os estagiários e acho que fazem falta, claro que sim. Todos temos de começar por algum lado. Tenho contra os estágios não remunerados, mas isso não é para este post. Mas dizia eu, estamos entregues a estagiários e isso, meus Amigos Empregadores, não ajuda ninguém. Porque um estagiário que está em início de carreira não pode ser contratado para um cargo de chefia onde se pedem valências que só um profissional sénior e com anos de batente tem. Tem porque os adquiriu ao longo de anos de trabalho, experiência, erros, acertos e dedicação à sua profissão. Quando saímos dos bancos da escola, seja qual for a escolaridade, não sabemos fazer nada. Somos teóricos e precisamos de "FAZER", de aprender como se faz, de errar, algumas vezes, para acertar na maioria delas. Só se aprende fazendo e só se erra fazendo também. É necessário estarmos entregues a nós para saber sair das situações, para nos desenvecilharmos, para nos desenrascarmos, por vezes, chegando a um final de sucesso e com trabalho bem feito. o Sucesso profissional conquista-se todos os dias e é nessas conquistas que se vão ganhando competências para se chegar a cargos de chefia. Ninguém chega ao topo sem fazer um caminho sério e trabalhoso. Mas um estagiário ganha menos que um profissional ou nada, não é? Pois... é isso, então, que leva o mundo por caminhos turtuosos e tristes.

Saudações virtuais

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Valentim

Parabéns, é o teu dia. Já o sabemos há muitos dias. Acho que começámos a ser bombardeados mal começou o ano. Sabes como é o comércio e o negócio? Mal terminou a época natalícia há que pensar em novas formas de continuar a prosperar financeiramente. Portanto, não faltam corações, ursinhos, frasezinhas supostamente fofinhas e toda uma parafernália de pirosices a entrarem-nos pelas vistas adentro todos os dias. Se te celebro? Sim, no campo da amizade e, sobretudo, no Amor que tenho pelos meus pais. Mas celebro estas dádivas diariamente, mesmo quando tu não és a celebração principal. (Desculpa tratar-te por tu e não usar o são, mas já estás tão entranhado em mim que sinto que o posso fazer sem qualquer stress). 
Sabes, na verdade, nunca celebrei o teu dia com nenhum namorado. Nunca calhou, mas não é por isso que te menosprezo ou te acho um Santo menor. Dou-te a importância que dou a tantos outros e nestas coisas do Amor sou mais devota ao António, o Santo. Confunde-me, baralha-me ou sei lá qual a expressão correta a forma comercial que colocam à tua volta e isso torna esta celebração repugnante e demasiado material para mim. Eu amo os meus todos os dias e faço por mostrá-lo todos os dias. Em pequenas coisas, talvez, mas são a minha forma de demonstrar os meus sentimentos. Para mim são grandiosas e, como costumo dizer, quem não gosta bota na bordinha do prato e com jeitinho, porque se escorregar para fora a queda não dói. Já houve quem o fizesse e eu vivo bem com isso, ou melhor, aprendi a viver bem com isso. Voltando à celebrações do Valentim: nunca o fiz e também não é algo que me incomode. Vejo cada vez mais quem te celebra e não mais celebra nada no resto do ano. Ahhhh deixa estar, amar uma vez por ano não é coisa que eu entenda, perceba ou compreenda. Amar porque o calend´rio manda? O calendário não manda em mim para amar ou gostar. Cenas minhas vá.
Posto isto, lembrei-me que a minha vida sentimental é composta de uma banda sonora que marca aquelas pessoas que verdadeiramente me tocaram. Aquelas que nunca esquecerei, porque o sentimento que a elas me uniu foi especial e único. As músicas são algumas e as pessoas são poucas. Sobram dedos numa mão.  As pessoas acumulam músicas, porque as associações são assim. Porque os momentos são assim. 
ZZ Top - Rough Boy

Phil Collins - A Groovy Kind Of Love


R.E.M. - Losing My Religion
Nat King Cole - Let's Fall In Love
The Verve - Bitter Sweet Symphony
Frank Sinatra - I've got you under my skin
Plain White T's - Hey There Delilah

ABBA - The Winner Takes It All

E, apesar de não estar absolutamente nada para aí virada, nunca se sabe o que o futuro reserva logo deixo uma música de final aberto... 
Nat King Cole - When I Fall in Love

Saudações (Valentinianas) virtuais

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Dos "Re" da minha vida

"Re" é um prefixo bom. Assim de repente lembro-me que está no início de "Recomeço" e isso, só por si, é, para mim, excelente. Os "Recomeços" são novas oportunidades, são novos caminhos. Numa fase da minha vida em que equaciono "Recomeçar" o "Re" é mais, muito mais, do que um pequeno detalhe. Ainda no mundo do "Re" há na minha vida um projeto de voluntariado, do qual faço parte, cuja filosofia muito me agrada. "Re"aproveitar é a palavra de ordem; contra o desperdício alimentar: Re-food. O conceito está todo explicado no site e é só clicar para o conhecerem melhor e quiçá juntarem-se a nós. Ajudar o próximo faz parte da minha vida desde sempre e identifico-me muito com esta organização e forma de pensar.
Ontem estava eu em pleno voluntariado quando oiço um colega dizer a uma colega que estava a chegar "de óculos?" ao que ela respondeu "de vez em quando é preciso para os olhos descansarem". Murmurei com os meus botões "olha, é ao contrário de mim que hoje vim de lentes". E lá continuei na minha vida quando, assim de repente, sinto uma cabeça a espreitar por baixo da minha encarando-me e uma voz que exclama com alegria "Não pode ser!" Olhei e, qual disco riscado, exclamei com alegria "Não pode ser!" Mas era, era mesmo! Uma colega do Liceu que não via há 20 anos. 20 anos, senhores e senhoras minhas! Demos um abraço tão apertado e sentido enquanto pulávamos de animação. Claro que nos esquecemos completamente do local onde estávamos. De repente, está toda a gente a olhar para nós e eu exclamei: "Fomos colegas de Liceu e não nos víamos há uns 20 anos!" E a Ana Luísa disse: "Eu estou aqui por tua causa!" Explicou-me mais tarde, quando terminámos o turno, que por causa de um post meu, no FB, a divulgar uma formação da Re-food ela se tinha interessado pelo projeto e se tinha juntado à equipa. Calhou eu ter mudado o dia da semana em que faço voluntariado e ter passado, justamente, para a terça, o dia em que ela vai. Já nos tínhamos contactado pelo FB, mas o encontro físico ainda não tinha acontecido. Agora acontecerá todas as semanas. E lá está foi mais um "Re", um fantástico "Reencontro" num dia que até estava a ser complicado e numa fase da vida que está a pedir "Reinícios". Ontem acabou por ser um dia bom. Muito bom! Gosto tanto, mas tanto de pessoas.
Saudações virtuais

quarta-feira, janeiro 25, 2017

Carta aberta ao meu Jorge Miguel

No final do meu jantar do dia de Natal o meu tm começou a dar plins ininterruptos. Uns atrás dos outros. O sinal do chat do FB não parava. Os meus amigos conhecem-me tão bem que queriam saber se eu sabia e, principalmente, como é que eu estava. Eu estava bem, muito bem até que olhei para tanta janelinha e fui ver as notícias. O Natal acabou mesmo no fim do dia que foi quando chegou a notícia. Calei-me, a família olhou para mim e eu só disse: "não pode ser: o Jorge Miguel morreu". E senti um vazio. O vazio. De quem perde alguém muito próximo. Foi o que senti. Mais que um ídolo eras da família, para mim claro. 
Nem sei que te diga, na verdade. Passa hoje um mês sobre a triste notícia e eu continuo incrédula, condoída e inconsolável. Eras da família. É isso que sinto; sim, infelizmente, sei o que é perder um familiar. Eras assim uma espécie de primo mais velho. Foste a minha primeira paixão. O meu primeiro amor de adolescente. Conheci-te com o famoso "Wake me up before you go-go" que sei de trás para a frente: letra, música e teledisco. Muito pulei e dancei ao som desta canção. E de outras. E de outras. As paredes do meu quarto estavam forradas com posters teus e comprava a Bravo só para ter mais posters e guardar os artigos sobre ti e dos Wham. Não percebia patavina de alemão, mas dizia sempre que leria um dia mais tarde quando soubesse. Nunca aprendi alemão, mas muitos desses recortes ainda andam aí por casa. Discos tenho muitos e até um maxi-single. Qual? Do Different Corner, como é óbvio. Sei as canções todas e, em quase todas, encontro alguma coisa relacionada comigo. Caramba, eras mesmo o meu preferido dos internacionais. Ficam músicas. Muitas. Tantas. Momentos que me lembram que te ouvi tanto e tanto e tanto. E as DUAS vezes ao vivo??? Que sorte!!! Os concertos da minha vida, sem dúvida. E olha que vou a muitos. Bastantes! Teremos sempre Madrid e Coimbra. Serão sempre Os Nossos Momentos. Terei sempre a tua música, mas este amargo de te ver partir tão cedo com tanto ainda para dar à música não há meio de se me passar. Não há meio... Hoje a caminho do estaminé passou na rádio (m80, pois claro) o Careless Whsiper e arrepiei-me todinha. Como se fosse a primeira vez que te ouvia na vida e a frase "So I'm never gonna dance again the way I danced with you" nunca fez tanto sentido na minha mente. E é isto, um mês depois continuo incrédula, condoída e inconsolável. Como sabes nunca recuperámos da perda daqueles que mais amamos e estimamos. Nunca...
Até sempre, meu Jorge Miguel...
Da tua,
BlueAngel (Lungu) aka LN





domingo, dezembro 18, 2016

Às vezes, mas...

... muito, muito às vezes. Assim, um raramente, tão raramente que já está a cair no "deixa estar, não vale a pena". Dizia eu, às vezes gostava de me voltar a apaixonar, de sentir um frio pela espinha e borboletas na barriga. De ter um sorriso estúpido na cara ainda que, como sempre foi, em estradas de sentido único que isso dois sentidos comigo nunca funcionou. Ou então é porque é Natal e eu este ano não estou com qualquer espírito para a coisa e porque a única música da Mariah Carey que suporto ouvir é também a única que passa nesta altura do ano. Sim, deve ser isso...
Saudações (não apaixonadas e não natalícias) virtuais

quarta-feira, novembro 30, 2016

46, se prepare, que eu vou-lhe usar!

E vou! Vou mesmo. Tenho em mim todos os sonhos do mundo. Ainda. Os meus todos. E os meus todos são muitos. São aqueles que ainda guardo comigo, porque alguns já ficaram pelo caminho da vida, e outros que foram aparecendo e que ainda pedem realização. De todos os meus sonhos, daqueles mais especiais e pelos quais luto todos os dias, sobressai um: voltar a ser feliz na minha área profissional. Sei que é possível e travo essa luta diariamente. Não descuro projetos, aceito novo desafios e vou até ao fim de cada luta que decido travar. Hei-de voltar a realizar-me. Sei que sim e não desanimo, não baixo os braços e, acima de tudo, acredito. Acredito, porque, sem falsas modéstias, trabalho muito para que assim seja e assim aconteça. 
Dos restantes sonhos quero ainda viajar muito e conhecer ainda mais. Quero ver o Mundo através dos meus olhos e das minhas perspetivas. Quero saber porquês e histórias de outras gentes, conhecer tradições s culturas e passear. Passear muito debaixo de sol, ou de chuva. Como se diz por aí, esta não me afeta que eu sou feita de sol. De muito sol.
Que mais peço à vida? Que me dê os meus pais por muitos e longos anos mesmo quando nos aborrecemos uns com os outros. Porque faz parte e a concordância não pode ser sempre a 100% que torna os dias aborrecidos e monótonos. Que ainda possamos viver muitas alegrias e fazer muitos mais passeios e passar muito mais tempo juntos no nosso mundo, que baralha alguns porque provavelmente os incomoda a nossa felicidade e cumplicidade juntos. Problema deles!
O que lamento? Já não ter algumas das minhas pessoas comigo. Os meus avós, todos: a minha Eulália, o meu João e o meu Pichel. Mesmo a avó Carmelina que não conheci e gostava de ter conhecido. Os tios, os primos, os amigos, enfim... aqueles que já não podem rir comigo neste dia e partilhar as minhas aventuras e peripécias diárias.
Este ano que passou trouxe-me uma nova realidade. Estou a aprender a conhecer de perto a realidade de um Lar, porque, infelizmente, pela primeira vez na família tivémos de recorrer a um. A verdade é que nem sempre existe capacidade em casa para cuidar daqueles a quem mais amamos e as decisões difíceis e complicadas surgem na vida. Aconteceu-nos este ano e, apesar de sabermos que não poderia ter sido de outra forma, estamos a aprender a viver com este novo mundo que se nos apresentou de repente e sem aviso prévio. Devagar, devagar vamos ficando conformados. Contudo perceber que há fins que se aproximam torna a realidade tão mais dura que palavras algumas no mundo poderão algum dia explicar o que se sente.
E há a dor, a dor de saber que dediquei mais de 30 anos a uma suposta Amizade que sem nada que o fizesse adivinhar se esfumou no ar. Sem perguntas, sem respostas, sem explicações. Apenas o perceber que 30 anos de entrega, entrega verdadeira, foram pelo cano sem que tenha havido qualquer razão aparente ou motivo que o fizesse prever. Se calhar vais ler isto ou se calhar não vais. Se lere confesso-te que neste momento fica apenas a mágoa do tempo dedicado, da entrega feita, das partilhas que o não deveriam ter sido, do sentimento perdido e da surpresa de uma vida inteira. mas já só quase sobrava eu na tua vida e, provavelmente, isto era o final previsível. Se calhar... Tenho pena pela tua descendência a quem me afeiçoei de uma forma bonita e de completa entrega de sentimentos, tempo e vontade de ficar. Acabaram por se tornar seres mal-educados, prepotentes e ingratos. é o que tens e é o que formaste. Que sejam sempre felizes e digo-o de coração. Não vos desejo mal, mas espero que se encontrem e sejam sempre felizes sem pisarem ninguém.
Por mim, neste dia em particular, vou continuar a ser feliz. Ganhei no último ano e meio anos de vida, de saúde e de alegria. Tenho pessoas fantásticas com quem partilho os meus dias e vou continuar a lutar por mim, para mim, pelos meus e para eles. Família e Amigos, sempre pertinho de mim e do meu coração azul.

Saudações (Aniversariantes) Virtuais

Dancing Queen - Abba

#46 #30novembro1970 #parabéns #felicidade #família #amigos

terça-feira, outubro 25, 2016

Dos meus amanheceres

Todos os dias o malfadado despertador toca cedinho anunciando a alvorada. Todos, todos não, que ao sábado e domingo há ali uma breve pausa despertadeira. Dizia eu, todos os dias, úteis vá, tenho uma alvorada que chega cedo. Hoje ao acordar ouvi conversa, barulho, gargalhadas dele e dela e percebi que ainda estavam acordados em animada cavaqueira. Ainda porque não era dos miúdos ou de criançada. Do outro lado da casa (gosto de dizer assim, porque dá um ar de Palácio de Versailles à minha casa) está o quarto dos meus pais. E não há nada melhor do que ao acordar ouvir as gargalhadas sonoras do pai Blue seguidas das não menos animadas gargalhadas da mãe Blue. Não há despertador que bata, vença ou arruíne uma manhã que começa desta forma. É por causa deles que ainda acredito em finais felizes e em histórias de amor. Há 47 anos a acordarem juntos e ainda conseguem dar sonoras gargalhadas enquanto conversam a que horas do dia for
.
Amo-vos tanto que não há palavras nem ações que o possam descrever.

Saudações virtuais

segunda-feira, outubro 24, 2016

Woody Allen, volta a não desiludir-me

Se estreia um filme do grande Woody Allen é certo e sabido que os meus pés, e toda a minha pessoa, se encaminham para uma sala de cinema asap. E foi o que aconteceu este fim-de-semana. O filme estreou na quinta e no sábado, pelas 19h, já eu estava sentadinha na sala 1 das Amoreiras com a minha Amiga S. E foi tudo aquilo que gosto neste realizador. Desde a narração, às interpretações, ao glamour e, obviamente, ao humor sarcástico e negro a que nos habituou. Em alguns casos até acho que poderia ter exagerado um pouco mais, mas isso sou eu que sou fã de bom humor negro. Do muito bom mesmo. Rasgo-me em gargalhadas. 
Depois há a banda sonora que é para lá de boa, porque é jazz daquele que eu gosto. Há uma versão instrumental do That's Why The Lady is a Tramp, que passa de quando vez pelo filme, que é qualquer coisa de deliciosa.
Portanto, o meu Woody está a voltar a si próprio e à sua essência e isso agrada-me e muito. Que aquele Vicky, Cristina, Barcelona e aquele Match Point só serviram para me tirar do sério. E, acreditem em mim, ninguém quer que eu seja retirada do sério. Ninguém mesmo! Posto isto: ide ao cinema que não vos ireis arrepender.


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Saudações (cinéfilas) virtuais

segunda-feira, outubro 03, 2016

A Rapariga no Comboio - Do livro ao filme

Quando o lançamento do livro foi anunciado tive a sorte de ter entre as minhas maiores Amigas a sua editora que, antes do livro estar na rua, já me estava a dizer que eu ia adorar a história. Quis logo comprar e consegui ter o meu exemplar nas mãos um dia antes do lançamento oficial. Cheguei a casa e devorei a história. Amante que sou da mestra do crime, mistério e suspense, a grande Agatha Christie, esta trama não me desiludiu. Bem construída, sempre com novos elementos, a baralhar-me o suficiente para ir até ao fim à procura do mau da fita. Achei que o tinha achado algumas vezes e foi sempre a aposta ao lado. Só no quase no fim percebi quem e porque é que estava a fazer tanta maldade. Gostei muito do livro. 
Mas eis que chega aquele momento que todo o bom leitor teme: vem aí o filme do livro. Nestas alturas o chão dos amantes dos livros costuma estremecer. As adaptações deixam quase sempre muito a desejar e quando gostámos muito da história tememos o pior, uma vez que uma frame apenas pode ser a morte do artista ou da obra. Estava em pulgas, portanto, para assistir ao tão aguardado filme. 
Mais uma vez fui bafejada pela sorte. Pela mão de outra das minhas maiores Amigas tive o privilégio de assistir à ante-estreia. A verdade é que #euviprimeiro e que bem que me soube, porque a adaptação está bem feita e a sucessão dos acontecimentos está empolgante e bem realizada. Cheguei a pensar que as viagens de Rachel no comboio podiam ser entediantes no grande écran, mas qual quê? Nada é monótono no filme. E está tão bem feito que consegui abstrair do livro e do facto de conhecer, e bem, a história, e às duas por três já eu me questionava sobre quem seria o bandido assassino e malandro. A Emily Blunt está muito bem e, ainda sem conhecer os nomeados, acho que é uma séria candidata à estatueta dourada de Hollywood. Mas todos estão irrepreensíveis nos respetivos papéis. Quanto à realização e aos planos tiro o meu chapéu ao Tate Taylor que, além de giro e charmoso pa caraças, me fez tapar os olhos algumas vezes e assistir a uma cena de assassinato apenas comparável à do Crime no Expresso do Oriente, inspirado no livro da Mestra Agatha Chistie, daquelas mesmo a sério e fantásticas. 
Resumindo e baralhando, ide ver o filme e surpreendei-vos com a história (mesmo que, como eu, já tenham lido o livro), os desempenhos e a realização. Quanto à polémica: ahhhhh o livro é em Londres e o filme em Nova Iorque? Oh meus amigos, isso são detalhes e peaners; é uma cosinha que não interessa nada numa história que absorve do primeiro ao último minuto, Aproveitem que por cá estreia no feriado, próxima quarta-feira dia 5 de outubro, e nos States só estreia a 7. ahahahahahahahahah Ganhámos esta corrida. :-)



Saudações cinéfilas virtuais

segunda-feira, setembro 19, 2016

Mon genre de flic

Renoir, Candice Renoir. Estado Civil: a divorciar-se. Idade: casa dos 40. 4 filhos: 2 adolescentes e um par de gémeos a caminho da adolescência. Profissão: comandante da Polícia. É a minha nova heroína. 
Encontrei a série num zapping ocasional nas férias, por sorte, logo o primeiro episódio., mas entretanto descobri que já era uma reposição. Assim que regressei do descanso merecido peguei no comando da box e vi os episódios em falta. Depois dia após dia fui acompanhando as aventuras, investigações, peripécias e vida desta comandante. A "minha Candice", como lhe passei a chamar, esteve afastada do mundo laboral 10 anos e durante esse tempo foi a mãe a tempo inteiro e acompanhou o marido por vários países. Ele sim avançou com a sua vida profissional. Quando o casamento acabou, Candice teve que, literalmente, "fazer-se à vida" e regressou à sua profissão. Estes regressos não são fáceis e num mundo em que a tecnologia avança a passos mais que largos todos os dias estar dois afastado pode ser o caos logo imaginem 10 anos. Depois há ainda os colegas novos que não são recetivos à chegada de uma nova chefia que não conhecem de lado algum e para quem olham com má cara questionando de forma irritante, é o papel deles, todas as suas atitudes, observações, questºoes e decisões. Então mas em que é que a "tua Candice" difere das outras mulhes policias e investigadoras das outras milhentas séries que dão nos diferentes canais de tv? Ora, é divertida, simpática, prática, mãe carinhosa e preocupada (ainda que, às vezes, destrambelhada), mas a grande vantagem é a forma como aplica nas suas investigações o sentido comum do dia a dia e como chega à conclusão dos casos aplicando o conhecimento diário de uma forma genial e inesperada. Além disso, é francesa e eu começo a ficar mais que farta de tanta série americana. Confesso! Deu na rtp 2 a primeira temporada inteirinha e agora sei lá quanto tempo demorará a chegar a segunda temporada. Sei que em França já transmitiram três temporadas e que cinco milhões de franceses assistiram às aventuras e desventuras da "minha Candice".
Ahhhhh é verdade e tem um vizinho que... upa... upa... É um regalo para os olhos, para os meus, vá, que para ela é muito mais que para os olhos.
Agora resta-me aguardar o regresso da minha flic preferida dos últimos tempos. Fá-lo-ei pacientemente... muito pacientemente, mas senhores da rtp, por favor, façam qualquer coisa rapidamente.

Saudações (investigadoras) virtuais





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domingo, setembro 18, 2016

Blue's nails for this week #1

Vaidosa, até à última casa, que sou, pois que sou, adoro pintar "asunhas" e mudar de cor muitas vezes. Daí não poder aderir ao gel e afins pois que se torna complicado mudar de cor quase diariamente como faço por vezes. Não faltam cá por casa tons de azul para abrilhantar as extremidades dos dedos, mas esta semana a escolha foi para algo bem diferente.
 essie 67 - meet me at sunset

andreia professional - endurecedor 

Saudações virtuais

quarta-feira, setembro 14, 2016

Swimming

O regresso foi hoje. Nem de propósito foi uma boa escolha. Sem querer escolhi um dia bom. Não saber o futuro, por vezes, tem vantagens. Se eu soubesse como o dia ia acabar não teria tido grande vontade de me levantar de manhã. Muito menos uma hora mais cedo que o normal para poder ir nadar antes de ir para o estaminé dar o litro em esforço mental e físico. Como faço todos os dias. Uma pista inteira só para mim. Nadar à minha vontade, aquilo que me apetece. Com a cabeça longe dos pensamentos diários. Das preocupações, Das arrelias. Das tarefas. Das obrigações. Ali só eu e a água. Cada braçada um momento de relaxe. De descontração. De puro e total prazer. Este ano o regresso foi animado com equipamento novo. Andava com o mesmo desde há 3 anos. Mas este ano qual gaiata pequena fui à Decathlon e comprei tudo novo: fato-de-banho, touca e óculos. Em virtude da enorme perda de peso foi mesmo necessário comprar um fato novo, porque o outro estava enorme e sobrava licra por todos os lados e mais algum. Além disso, é um modelo normal que o outro era daqueles cuja parte de baixo é tipo de calções. Desta feita não preciso de nada disso. A touca e os óculos foram um bónus que dei a mim própria, porque mereço. Oras. E foi muita bom voltar e esta semana fá-lo-ei de novo. Porque este sim é o meu canto do desporto. Não é cá walking ou running. É swimming.
O meu percurso na natação começou quando tinha dez anos. E nadei muito, muito. Até aos 17 foi sempre a melhorar até chegar às classes de pré-competição do clube cá da terra. O único que havia e que ainda há. Eram treinos intensos. Muito. De manhã e ao fim do dia. Cheguei a nadar em pleno mês de outubro às 7 da manhã numa piscina descoberta em água fria. Cá na terra, à altura, não havia piscina aquecida (agora já há!). E era tão bom. Pelo convívio. Pelo treino. Pelo companheirismo que tínhamos. Mas o clube era pequeno e quando os senhores que ocupavam as cadeiras do poder perceberam que quem ia para as competições ia andar pelo país depressa substituíram os atletas preparados pelos seus próprios filhos podendo assim famílias inteiras viajar às custas do clube. e lá se foi assim a minha carreira olímpica. Enfim... O que importa é que ficou este bichinho maravilha pelo desporto que mais me atrai, me faz bem, me dispõe bem, me faz mexer e ainda por cima é fresquinho porque é dentro de água. Hoje às 8 da manhã iniciou-se uma nova fase isso foi o mais importante de todo o dia. As más notícias que chegaram no final da jornada serão superadas e tudo correrá pelo melhor. Há ter esperança e fé. E trabalhar, muito, porque sem isso não há nada para ninguém. E agora vou dormir que o dia vai longo e os músculos estão a pedir descanso. Bastante!
Saudações virtuais (aquáticas)

quarta-feira, agosto 10, 2016

Coisas qu'ouço #3

@supermercado

Moça ao telefone (25/26 anos): Ele disse que não sabe se vai fazer autópsia. Diz que ele é muito novo e que não precisa de passar por isso agora.

Silêncio de quem ouve o interlocutor.

Moça ao telefone (25/26 anos): O veterinário disse que é preferível dar-lhe uma injeção e esperar para ver o efeito e se ele melhora.

Mais silêncio.

Moça ao telefone (25/26 anos): A autópsia agora não é necessária. Ele é muito novo e não precisa de submeter-se à autópsia. É preferível a injeção.

E lá continuou nisto.

__________________________

Pensamento da Blue: Eu, que de bichos não percebo absolutamente nada de nada, diria que ele, aparentemente, é muito vivo para ser submetido à autópsia. Dêem, "mazé", a injeção ao bicho.

Saudações virtuais


terça-feira, agosto 09, 2016

Sugestões da Blue - Bem comer

Numa noite muito quente de Agosto e em plena cidade de Lisboa procurávamos um sítio para jantar. Sábado: tudo mais que cheio. Sítios chiques, sítios in, tascas típicas, restaurantes da moda; enfim, uma vasta escolha, mas tudo ou com um ar muito quente lá dentro ou demasiado cheio e com longas filas de espera. Até que em plena rua de São Paulo encontrámos a Casa Vintage. Não estava cheio e tinha uma ementa que nos agradou à leitura. Decidimos entrar. O anfitrião ofereceu-nos logo um aperitivo e enquanto nos encaminhava para uma mesa foi-nos dizendo que traria o dito aperitivo até nós. E assim foi. Seguiu-se a escolha do repasto e devo dizer que não foi fácil até porque além do que líamos tivémos oportunidade de ver passar verdadeiras iguarias à nossa frente que eram colocadas noutras mesas, o que tornou a escolha mais difícil. Mas depois de algum debate gastronómico lá nos decidimos e fizémos o pedido. Pelos nomes, soou-nos, também, a cozinha tradicional portuguesa revisitada. E, de facto, era verdade pelo que os nossos olhos iam comendo. 
Com esta coisa de ter feito a operação, hoje em dia, como muito menos e, por arrastamento, a família segue os meus passos logo entradas nem pedimos. Contudo fomos brindados com uma salada grega com uma apresentação diferente e muito, muito saborosa. Ahhh, e com rúcula, que não comi, porque não aprecio. Depois chegaram os maravilhosos repastos que estavam deliciosos não só à vista como ao palato. À vista podeis apreciar pelas fotos abaixo e quanto ao palato visitem o local que não se vão arrepender. É fresco, simpático e agradável.
Uma palavra de apreço para o serviço, cordialidade e atenção dos empregados. 
Sem dúvida um local a re-visitar!






 Sobremesa
 Bolsinha, em cortiça, onde vinha a conta
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... e nós deixámos.


Saudações virtuais