Inauguro aqui hoje uma nova rubrica. De quando em vez ou de vez em quando vou recordar momentos televisivos, musicais ou outros que fazem parte do meu imaginário infantil, adolescente e, até mesmo, da vida adulta. Para o dia de estreia escolhi os meus desenhos animados preferidos de todos os tempos: os Barbapapa (que até têm página oficial na net). No tempo em que só havia dois canais de televisão em Portugal, em que os canais Panda, Nickelodeon, Disney e Cartoon nem miragens eram e quando as imagens emitidas pela caixa que mudou o mundo eram a preto e branco, o meu mundo parava para ver estes bonequinhos em forma de gota de água. O que eles tinham de especial? A mim fascinava-me o facto de para eles tudo ser uma tarefa fácil. Um dia foi preciso um berço e um Barbapapa transformou-se em berço para receber um bebé da mesma espécie dele. Tudo tinha resolução, porque eles tinham o poder de ter sempre à mão tudo aquilo de que precisavam. Bastava um gesto e lá estava um martelo, uma harpa, um piano, uma mesa, uma cadeira, enfim... tudo era possível e a imaginação era o limite. Era um tempo em que os sonhos eram mesmo sonhos e em que estes se confundiam com a realidade. Era bom! É bom recordar!
De acordo com o que consegui apurar, estes bonequinhos mágicos remontam aos idos de 1973. Longe vão esses anos. Não sei em que ano passaram na RTP, mas sei que me lembro como se fosse hoje e agora. A Internet permitiu-me voar até à minha infância e descobrir no YouTube (essa pequena maravilha que agora temos ao nosso dispôr) o genérico destes desenhos animados, só tenho pensa que não seja na língua de Camões. Partilho convosco estas imagens e esta música. Aproveito para revelar que esta foi a primeira vez que vi os Barbappa a cores e gostei. Sabia que eram divertidos e úteis, mas nunca os tinha imaginado a cores. Adorei o que vi! Estas gotas de água ainda me fazem sonhar e isso é bom, isso é mesmo muuuuiiiiiittttooooo booooooommmmmm!!!
Saudações virtuais