quarta-feira, agosto 09, 2017

Carta Aberta à minha Avó Eulália

Tenho saudades tuas. Muitas. Todos os dias. Não é só nos 9 de agostos, dos últimos 19 anos, e nos futuros. Ou nos 13 de junhos, dos últimos 19 anos, e futuros. Ou nos natais e páscoas e outras datas de festa. É todos os dias! Todos os dias, minha Avó. O tempo passa e a dor não diminui. Não me conformo. Acho que ninguém se conforma. Quando o telefone tocou só disseram que te tinhas sentido mal. Quando as tias chegaram ao pé de nós já não vinhas com elas. 
Este ano parece que dói mais. Ou então é porque nos idos de abril voltámos a sofrer uma perda (Até Sempre, Tia Glórinha...) e as perdas daqueles de quem gostamos são sempre dolorosas. Eu sei que a receberam em festa; eu, como sabes, por motivos de saúde ainda não fiz as minhas últimas despedidas de forma a estar em paz com esta partida. O final dos idos de abril foi duro, mas as nossas estrelas, tu uma delas, não nos abandonaram completamente.
Tenho novidades para ti. Eu e os primos estamos bem. De saúde e felizes. Todos a lutar por uma vida boa e honesta e temos conseguido. Já houve um susto, mas tudo terminou bem. Há aquela eterna questão, mas olha "vai-se safando entre os pingos da chuva"; menos mal. Mas o que te quero mesmo contar é das tuas bisnetas. Só meninas, Avó, só meninas. 5! Sim, cinco! Uma mão cheia delas. Entre os 15 e o um ano temos cinco belas e amorosas meninas que nos encantam todos os dias e que sorriem como ninguém. Uma até é minha afilhada, vê lá tu. Somos cúmplices e amigas! E educadas, muito. Algumas com traços teus. Tão bom! Deixaste um belo legado. Bom demais! Já te disse que tenho saudades tuas? Ahhhh bolas, o que dói este ano. Tanto! 
Tens visto as nossas reuniões? E os piqueniques? E as celebrações? Estás sempre lá; estão todos sempre lá. Não nos cansamos nunca de vos recordar. 
Tenho saudades tuas, Avó! E este ano dói-me nas entranhas. Dói-me por dentro... Um dia destes vou rever a  Branca de Neve e Os Sete Anões e só nós sabemos o porquê. Se calhar, chamo as primas para vermos juntas. Vai ser sempre a Nossa história.
Tenho saudades tuas, Avó! Ontem... Hoje... Para sempre...
Gosto tudo de ti...  💙

Saudações virtuais

quarta-feira, julho 26, 2017

Coisas qu'ouço #4

@estaminé

"kichinete", disse ela.

Saudações virtuais

Blue's Kitchen #1 - Omeleta de legumes no forno

Então vai que a pessoa resolve inventar na hora de fazer o jantar. Inventar com base em coisas que vai vendo por aí. Sendo "por aí" as inúmeras páginas de culinária que segue no fb. Vai que a pessoa fotografa o resultado final, publica no fb e no instagram e há pedidos para que dê a receita. A pessoa sente-se uma verdadeira MasterChef e resolve postar no sítio do costume. Ora vamos lá que isto é mais fácil que acordar de manhã. Garante a pessoa!


Pax: 2 (na verdade deu para 3!)
Preparação: 30 minutos (20 dos quais são de forno)
Dificuldade: Super-fácil

Ingredientes

1 tomate
1 cebola
4 ovos
2 fatias de queijo flamengo Terra Nostra -50% gordura (ou -30% gordura)
manteiga, sal, pimenta e coentros qb

Na prática

1. Liga-se o forno a 180ºC.

2. Unta-se um pírex (cujo tamanho depende da quantidade dos ingredientes usados) e reserva-se. 

3. Descasca-se a cebola, lava-se e corta-se em cubos. Reserva-se

4. Lava-se o tomate e corta-se em cubos reservando.

5. Lavam-se os coentros, cortam-se pedaços e deixam-se em modo de espera.

3. Abre-se os ovos inteiros numa tigela e batem-se. Adiciona-se a cebola e o tomate em cubos. Mistura-se bem. Tempera-se com sal e pimenta a gosto e acrescentam-se os coentros. Envolve-se tudo e retificam-se os temperos.

5. Verte-se o preparado anterior no pírex. Sobrepõem-se as fatias de queijo, lado a lado) e coloca-se no forno durante 20 minutos (ou até o queijo estar derretido e os ovos cozinhados). Retira-se e está pronto a desgustar. Et voilá! :-)


*** Podem acompanhar com arroz branco e/ou salada de alface. É à escolha do freguês e/ou da freguesa.

Saudações (gastronómicas) virtuais




segunda-feira, abril 03, 2017

Março de 2017

Para memória futura e para que, mais uma vez, me lembre que existe a possibilidade de ser absolutamente feliz em tudo: o terceiro mês deste ano será sempre lembrado como "Março, o mês do quase". Quase que teve tudo de bom. Quase que foi possível, mas depois o despertador da realidade tocou e tudo voltou ao curso normal dos factos. Deverá ser possível, mas... o Universo é uma entidade atenta. Muito atenta!

Saudações virtuais

domingo, março 26, 2017

2 anos de Re-Nascimento

Há lá coincidência melhor do que aquela que nos oferece de bandeja A música da nossa vida, ao vivo e a cores, num momento em que precisamos mesmo dela, cantada por uma voz magnífica, e quando estamos a horas de comemorar uma data importante? É capaz, mas ontem a mim não me ocorreu mais nenhuma. Ali, sentada na bancada do Pavilhão Atlântico a assistir ao regresso de Andrea Boccelli a solo luso, e na véspera de comemorar dois anos sobre o meu re-nascimento, vejo entrar a grande e enorme Ana Moura, de quem tanto gosto, e aos primeiros acordes e sons oiço a palavra Rainbow e quando penso que não pode ser verdade é então que acontece magia à minha frente e para os meus ouvidos e para toda a minha pessoa. Da voz deliciosa de uma das minhas fadistas e artista preferidas sai um Perfeito Somewhere Over The Rainbow, que me deixou inundada de esperança e alegria. Todo o concerto de Boccelli foi fantático, mas para mim o momento alto da noite saiu da voz da Ana Moura e por isso o meu muito e sincero obrigada.
Hoje é dia de festa. Faço dois anos que renasci. Contei-o aqui no ano passado e será sempre bom recordar o dia em que a minha vida deu uma volta de 180º graus para melhor. Para muito melhor. Os benefícios desta mudança estão contados e revelados e são vistos todos os dias nas mais pequenas tarefas diárias. E acho que o sorriso que mantenho e que, às vezes, é ainda mais rasgado também explica bem o que sinto nos dias que correm. Por aqui tudo continua de vento em popa. A revisão do segundo ano já começou e logo na primeira consulta, a de nutrição, trouxe dois recadinhos bem jeitosos: "As análises acusam falta de vitamina B (perguntei logo à dra se ela sabia o paradeiro do sol lol) e mais proteína, coma mais proteína, Blue". A ordem agora é: coma, Blue, coma. e eu só me ria de satisfação e alegria. Agora querem que coma, olha qu'esta vida "ralmente" é muito irónica e "defécil".  Agora não consigo, senhores, que me fechasteis o estômago para menos de metade e a pessoa não tem espaço para botar a dita proteína. Sempre se foram embora quase 30 quilos de pessoa e isso é muito quilo. Muito mesmo! Corre tudo bem, que é o que importa; estou de saúde, estou de bem com a vida, uns dias mais que outros (mas faz parte -  a limar algumas arestas, mas de bem. Siga o caminho, siga que tudo vai acabar bem, porque se não é bem é porque ainda não acabou. 

Se tiverem muita, mas muita atenção ouvem o meu "ahhhh" de surpresa logo no início. A chuva de esperança sente-se no silêncio, porque a emoção está ainda toda cá dentro. E, se bem me conheço, aqui ficará para sempre. Obrigada, querida Ana Moura. 


SomeWhere Over The Rainbow - Ana Moura com Sinfonieta de Lisboa

Saudações magérrimas virtuais

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

"A Carta" - Peep Show

Vi esta interpretação ao vivo. Duas vezes. Eu e a Mónica numa casa-de-banho. Ela a interpretar um texto lindo e duro. Eu, ali no meu canto, a ver e a ouvir. As palavras tocaram-me, porque podiam ter sido escritas por mim. Exatamente naquele dia em que as (ou)vi pela primeira vez. Palavras doridas de um amor sentido, eterno, mas separado. Quando revi, doeu mais; tudo se mantinha igual. Voltei a elas algum tempo depois quando chegaram à net. Neste vídeo. Regresso a elas hoje, porque a Mónica as relembrou pela manhã e eu, mais uma vez, não as deixei escapar. 


PEEPshow - ep.6, "Carta" from caixanegra on Vimeo.

"Nunca deixarei de Te Amar. Mesmo sabendo que nunca ficaremos juntos. Amar-te-ei. Sempre!(...)
O Amor que fica, principalmente, apesar de tudo...
O Amor sem sonhos. E sem projetos. E sem lágrimas.(...)
Fazes-me falta. Novamente. Desde sempre.(...)
Nunca deixarás de ser especial."

Saudações Virtuais

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Ninguém nasce ensinado

Todos os dias passo os olhos por vários sites de anúncios de emprego e começo a perceber porque raio isto anda tudo tão mal e tão desarranjado. Estamos entregues a estagiários. Eu não tenho nada contra os estagiários e acho que fazem falta, claro que sim. Todos temos de começar por algum lado. Tenho contra os estágios não remunerados, mas isso não é para este post. Mas dizia eu, estamos entregues a estagiários e isso, meus Amigos Empregadores, não ajuda ninguém. Porque um estagiário que está em início de carreira não pode ser contratado para um cargo de chefia onde se pedem valências que só um profissional sénior e com anos de batente tem. Tem porque os adquiriu ao longo de anos de trabalho, experiência, erros, acertos e dedicação à sua profissão. Quando saímos dos bancos da escola, seja qual for a escolaridade, não sabemos fazer nada. Somos teóricos e precisamos de "FAZER", de aprender como se faz, de errar, algumas vezes, para acertar na maioria delas. Só se aprende fazendo e só se erra fazendo também. É necessário estarmos entregues a nós para saber sair das situações, para nos desenvecilharmos, para nos desenrascarmos, por vezes, chegando a um final de sucesso e com trabalho bem feito. o Sucesso profissional conquista-se todos os dias e é nessas conquistas que se vão ganhando competências para se chegar a cargos de chefia. Ninguém chega ao topo sem fazer um caminho sério e trabalhoso. Mas um estagiário ganha menos que um profissional ou nada, não é? Pois... é isso, então, que leva o mundo por caminhos turtuosos e tristes.

Saudações virtuais