quarta-feira, novembro 30, 2016

46, se prepare, que eu vou-lhe usar!

E vou! Vou mesmo. Tenho em mim todos os sonhos do mundo. Ainda. Os meus todos. E os meus todos são muitos. São aqueles que ainda guardo comigo, porque alguns já ficaram pelo caminho da vida, e outros que foram aparecendo e que ainda pedem realização. De todos os meus sonhos, daqueles mais especiais e pelos quais luto todos os dias, sobressai um: voltar a ser feliz na minha área profissional. Sei que é possível e travo essa luta diariamente. Não descuro projetos, aceito novo desafios e vou até ao fim de cada luta que decido travar. Hei-de voltar a realizar-me. Sei que sim e não desanimo, não baixo os braços e, acima de tudo, acredito. Acredito, porque, sem falsas modéstias, trabalho muito para que assim seja e assim aconteça. 
Dos restantes sonhos quero ainda viajar muito e conhecer ainda mais. Quero ver o Mundo através dos meus olhos e das minhas perspetivas. Quero saber porquês e histórias de outras gentes, conhecer tradições s culturas e passear. Passear muito debaixo de sol, ou de chuva. Como se diz por aí, esta não me afeta que eu sou feita de sol. De muito sol.
Que mais peço à vida? Que me dê os meus pais por muitos e longos anos mesmo quando nos aborrecemos uns com os outros. Porque faz parte e a concordância não pode ser sempre a 100% que torna os dias aborrecidos e monótonos. Que ainda possamos viver muitas alegrias e fazer muitos mais passeios e passar muito mais tempo juntos no nosso mundo, que baralha alguns porque provavelmente os incomoda a nossa felicidade e cumplicidade juntos. Problema deles!
O que lamento? Já não ter algumas das minhas pessoas comigo. Os meus avós, todos: a minha Eulália, o meu João e o meu Pichel. Mesmo a avó Carmelina que não conheci e gostava de ter conhecido. Os tios, os primos, os amigos, enfim... aqueles que já não podem rir comigo neste dia e partilhar as minhas aventuras e peripécias diárias.
Este ano que passou trouxe-me uma nova realidade. Estou a aprender a conhecer de perto a realidade de um Lar, porque, infelizmente, pela primeira vez na família tivémos de recorrer a um. A verdade é que nem sempre existe capacidade em casa para cuidar daqueles a quem mais amamos e as decisões difíceis e complicadas surgem na vida. Aconteceu-nos este ano e, apesar de sabermos que não poderia ter sido de outra forma, estamos a aprender a viver com este novo mundo que se nos apresentou de repente e sem aviso prévio. Devagar, devagar vamos ficando conformados. Contudo perceber que há fins que se aproximam torna a realidade tão mais dura que palavras algumas no mundo poderão algum dia explicar o que se sente.
E há a dor, a dor de saber que dediquei mais de 30 anos a uma suposta Amizade que sem nada que o fizesse adivinhar se esfumou no ar. Sem perguntas, sem respostas, sem explicações. Apenas o perceber que 30 anos de entrega, entrega verdadeira, foram pelo cano sem que tenha havido qualquer razão aparente ou motivo que o fizesse prever. Se calhar vais ler isto ou se calhar não vais. Se lere confesso-te que neste momento fica apenas a mágoa do tempo dedicado, da entrega feita, das partilhas que o não deveriam ter sido, do sentimento perdido e da surpresa de uma vida inteira. mas já só quase sobrava eu na tua vida e, provavelmente, isto era o final previsível. Se calhar... Tenho pena pela tua descendência a quem me afeiçoei de uma forma bonita e de completa entrega de sentimentos, tempo e vontade de ficar. Acabaram por se tornar seres mal-educados, prepotentes e ingratos. é o que tens e é o que formaste. Que sejam sempre felizes e digo-o de coração. Não vos desejo mal, mas espero que se encontrem e sejam sempre felizes sem pisarem ninguém.
Por mim, neste dia em particular, vou continuar a ser feliz. Ganhei no último ano e meio anos de vida, de saúde e de alegria. Tenho pessoas fantásticas com quem partilho os meus dias e vou continuar a lutar por mim, para mim, pelos meus e para eles. Família e Amigos, sempre pertinho de mim e do meu coração azul.

Saudações (Aniversariantes) Virtuais

Dancing Queen - Abba

#46 #30novembro1970 #parabéns #felicidade #família #amigos

terça-feira, outubro 25, 2016

Dos meus amanheceres

Todos os dias o malfadado despertador toca cedinho anunciando a alvorada. Todos, todos não, que ao sábado e domingo há ali uma breve pausa despertadeira. Dizia eu, todos os dias, úteis vá, tenho uma alvorada que chega cedo. Hoje ao acordar ouvi conversa, barulho, gargalhadas dele e dela e percebi que ainda estavam acordados em animada cavaqueira. Ainda porque não era dos miúdos ou de criançada. Do outro lado da casa (gosto de dizer assim, porque dá um ar de Palácio de Versailles à minha casa) está o quarto dos meus pais. E não há nada melhor do que ao acordar ouvir as gargalhadas sonoras do pai Blue seguidas das não menos animadas gargalhadas da mãe Blue. Não há despertador que bata, vença ou arruíne uma manhã que começa desta forma. É por causa deles que ainda acredito em finais felizes e em histórias de amor. Há 47 anos a acordarem juntos e ainda conseguem dar sonoras gargalhadas enquanto conversam a que horas do dia for
.
Amo-vos tanto que não há palavras nem ações que o possam descrever.

Saudações virtuais

segunda-feira, outubro 24, 2016

Woody Allen, volta a não desiludir-me

Se estreia um filme do grande Woody Allen é certo e sabido que os meus pés, e toda a minha pessoa, se encaminham para uma sala de cinema asap. E foi o que aconteceu este fim-de-semana. O filme estreou na quinta e no sábado, pelas 19h, já eu estava sentadinha na sala 1 das Amoreiras com a minha Amiga S. E foi tudo aquilo que gosto neste realizador. Desde a narração, às interpretações, ao glamour e, obviamente, ao humor sarcástico e negro a que nos habituou. Em alguns casos até acho que poderia ter exagerado um pouco mais, mas isso sou eu que sou fã de bom humor negro. Do muito bom mesmo. Rasgo-me em gargalhadas. 
Depois há a banda sonora que é para lá de boa, porque é jazz daquele que eu gosto. Há uma versão instrumental do That's Why The Lady is a Tramp, que passa de quando vez pelo filme, que é qualquer coisa de deliciosa.
Portanto, o meu Woody está a voltar a si próprio e à sua essência e isso agrada-me e muito. Que aquele Vicky, Cristina, Barcelona e aquele Match Point só serviram para me tirar do sério. E, acreditem em mim, ninguém quer que eu seja retirada do sério. Ninguém mesmo! Posto isto: ide ao cinema que não vos ireis arrepender.


Mais info aqui.

Saudações (cinéfilas) virtuais

segunda-feira, outubro 03, 2016

A Rapariga no Comboio - Do livro ao filme

Quando o lançamento do livro foi anunciado tive a sorte de ter entre as minhas maiores Amigas a sua editora que, antes do livro estar na rua, já me estava a dizer que eu ia adorar a história. Quis logo comprar e consegui ter o meu exemplar nas mãos um dia antes do lançamento oficial. Cheguei a casa e devorei a história. Amante que sou da mestra do crime, mistério e suspense, a grande Agatha Christie, esta trama não me desiludiu. Bem construída, sempre com novos elementos, a baralhar-me o suficiente para ir até ao fim à procura do mau da fita. Achei que o tinha achado algumas vezes e foi sempre a aposta ao lado. Só no quase no fim percebi quem e porque é que estava a fazer tanta maldade. Gostei muito do livro. 
Mas eis que chega aquele momento que todo o bom leitor teme: vem aí o filme do livro. Nestas alturas o chão dos amantes dos livros costuma estremecer. As adaptações deixam quase sempre muito a desejar e quando gostámos muito da história tememos o pior, uma vez que uma frame apenas pode ser a morte do artista ou da obra. Estava em pulgas, portanto, para assistir ao tão aguardado filme. 
Mais uma vez fui bafejada pela sorte. Pela mão de outra das minhas maiores Amigas tive o privilégio de assistir à ante-estreia. A verdade é que #euviprimeiro e que bem que me soube, porque a adaptação está bem feita e a sucessão dos acontecimentos está empolgante e bem realizada. Cheguei a pensar que as viagens de Rachel no comboio podiam ser entediantes no grande écran, mas qual quê? Nada é monótono no filme. E está tão bem feito que consegui abstrair do livro e do facto de conhecer, e bem, a história, e às duas por três já eu me questionava sobre quem seria o bandido assassino e malandro. A Emily Blunt está muito bem e, ainda sem conhecer os nomeados, acho que é uma séria candidata à estatueta dourada de Hollywood. Mas todos estão irrepreensíveis nos respetivos papéis. Quanto à realização e aos planos tiro o meu chapéu ao Tate Taylor que, além de giro e charmoso pa caraças, me fez tapar os olhos algumas vezes e assistir a uma cena de assassinato apenas comparável à do Crime no Expresso do Oriente, inspirado no livro da Mestra Agatha Chistie, daquelas mesmo a sério e fantásticas. 
Resumindo e baralhando, ide ver o filme e surpreendei-vos com a história (mesmo que, como eu, já tenham lido o livro), os desempenhos e a realização. Quanto à polémica: ahhhhh o livro é em Londres e o filme em Nova Iorque? Oh meus amigos, isso são detalhes e peaners; é uma cosinha que não interessa nada numa história que absorve do primeiro ao último minuto, Aproveitem que por cá estreia no feriado, próxima quarta-feira dia 5 de outubro, e nos States só estreia a 7. ahahahahahahahahah Ganhámos esta corrida. :-)



Saudações cinéfilas virtuais

segunda-feira, setembro 19, 2016

Mon genre de flic

Renoir, Candice Renoir. Estado Civil: a divorciar-se. Idade: casa dos 40. 4 filhos: 2 adolescentes e um par de gémeos a caminho da adolescência. Profissão: comandante da Polícia. É a minha nova heroína. 
Encontrei a série num zapping ocasional nas férias, por sorte, logo o primeiro episódio., mas entretanto descobri que já era uma reposição. Assim que regressei do descanso merecido peguei no comando da box e vi os episódios em falta. Depois dia após dia fui acompanhando as aventuras, investigações, peripécias e vida desta comandante. A "minha Candice", como lhe passei a chamar, esteve afastada do mundo laboral 10 anos e durante esse tempo foi a mãe a tempo inteiro e acompanhou o marido por vários países. Ele sim avançou com a sua vida profissional. Quando o casamento acabou, Candice teve que, literalmente, "fazer-se à vida" e regressou à sua profissão. Estes regressos não são fáceis e num mundo em que a tecnologia avança a passos mais que largos todos os dias estar dois afastado pode ser o caos logo imaginem 10 anos. Depois há ainda os colegas novos que não são recetivos à chegada de uma nova chefia que não conhecem de lado algum e para quem olham com má cara questionando de forma irritante, é o papel deles, todas as suas atitudes, observações, questºoes e decisões. Então mas em que é que a "tua Candice" difere das outras mulhes policias e investigadoras das outras milhentas séries que dão nos diferentes canais de tv? Ora, é divertida, simpática, prática, mãe carinhosa e preocupada (ainda que, às vezes, destrambelhada), mas a grande vantagem é a forma como aplica nas suas investigações o sentido comum do dia a dia e como chega à conclusão dos casos aplicando o conhecimento diário de uma forma genial e inesperada. Além disso, é francesa e eu começo a ficar mais que farta de tanta série americana. Confesso! Deu na rtp 2 a primeira temporada inteirinha e agora sei lá quanto tempo demorará a chegar a segunda temporada. Sei que em França já transmitiram três temporadas e que cinco milhões de franceses assistiram às aventuras e desventuras da "minha Candice".
Ahhhhh é verdade e tem um vizinho que... upa... upa... É um regalo para os olhos, para os meus, vá, que para ela é muito mais que para os olhos.
Agora resta-me aguardar o regresso da minha flic preferida dos últimos tempos. Fá-lo-ei pacientemente... muito pacientemente, mas senhores da rtp, por favor, façam qualquer coisa rapidamente.

Saudações (investigadoras) virtuais





Mais info aqui