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quinta-feira, março 01, 2012

"Florbela" de Vicente Alves do Ó

É o mais recente do realizador português e é também um filme intenso, com diálogos fortes e poderosos e frases marcantes que nos tocam nas entranhas e nos sentidos; que nos desarmam, que nos fazem esboçar um sorriso, que nos comovem e que nos fazem chover. Vivemos quatro dias marcantes da vida da poetisa Florbela Espanca, quatro dias que alteraram a sua vida para sempre e que nos mostram a intensidade com que vivia e como viveu sempre. A sua relação com o irmão, Apeles, talvez uma das mais incompreendidas de sempre é abordada de uma forma real, verdadeira, pura e dura. Contudo, deixa perceber tanto e de um forma tão cruel e ao mesmo tempo subtil e delicada. Será um retrato do amor no seu estado mais puro?
É um filme com sensiblidade, amor, dor, amizade; todos vividos e sentidos ao máximo como todos os sentimentos devem ser sentidos. Comovente e doloroso, mas bonito, muito bonito. Fotografia, luz, planos, interpretações, música, guarda-roupa; tudo está perfeitamente encaixado no Portugal de 1927 que em alguns pontos se parece tanto com o Portugal de 2012. 
Um elenco de luxo dá vida a personagens misteriosas, loucas, espanpanantes, provocadoras, amorosas, desesperadas, amadas (ou não); Albano Jerónimo e Ivo Canelas são os homens da vida de Florbela. Florbela é Dalila Carmo que se confirma como uma atriz de excelência com um desempenho fantástico e comovente.
Há detalhes de realização sublimes e deliciosos; há o glamour do cinema e a arte de quem faz filmes de forma apaixonada porque de forma apaixonada vive o cinema e a arte de o fazer.
Estreia no próximo dia 8 de março em todo o país e é obrigatório assistir. 

Trailer


Teaser
 Saudações virtuais

Ficha Técnica

Florbela


quinta-feira, abril 07, 2011

"Quinze Pontos na Alma" de Vicente Alves do Ó

Estreia hoje e é a primeira longa metragem do argumentista e, agora, realizador Vicente Alves do Ó (nome a fixar). Tem uma luz extraordinária, uma fotografia fabulosa, um guarda-roupa deslumbrante, uma sonoplastia perfeita, interpretações notáveis e uma realização notável. Há muito que o cinema português merecia este respeito e esta qualidade num só filme. Quanto à história: seremos mesmo tão felizes quanto pensamos ou vivemos enganados num mundo de fausto e deslumbramento? E se um único acontecimento mudasse a vossa forma de ver e viver a vida? Não há respostas correctas, mas há sempre novas perspectivas que devemos ter em conta. A não perder num cinema perto de vocês!



"Quinze pontos na Alma" estreia finalmente nos cinemas a partir de hoje, dia 7 de Abril.
Em Lisboa: Amoreiras e cinemas Alvalade.
Forum Almada.
Coimbra.
Porto: Dolce Vita.

Não percam!!!


Saudações virtuais

sexta-feira, junho 19, 2009

Palavras emprestadas

Eu ia escrever, mas nas minhas visitas blogueiras diárias encontrei as mesmas palavras e o mesmo sentido que queria dar às minhas letras, palavras e frases. Não hesitei, pedi-as emprestadas e deixo-as aqui. Porque, realmente, a mediania da vida é isso mesmo mediana e derrotista. Obrigada, Vicente! :-)

"Como dou o coração e a alma àqueles que amo. Porque nunca fui ou serei homem de meias palavras, meios gestos, meias emoções. Só consigo viver acreditando e lutando em pleno por tudo aquilo em que acredito, mesmo que isso pareça desmesurado, exagerado, louco e inconsciente. Mas a minha matriz está marcada no sangue que me corre nas veias, não há nada a fazer. Sempre em frente, abrindo caminho, forçando o caminho, sem medo nenhum, sem hesitação, exigindo de Deus e do mundo tudo aquilo que quero para mim e para os que vêm logo atrás.

E neste caminho de pedras, às vezes, dou por mim de joelhos, cansado, fechado e cansado.... porque temo que ande a pedir demais, porque não consigo o que mais quero...porque talvez seja tudo um engano e não tenha jeito nem arte para absolutamente nada a não ser vender ilusões aos amigos que me cercam e que esperam tanto de mim...

E quando as minhas certezas que costumam mover montanhas ... se perdem... e as dos outros também...o que me resta? A ilusão que cresceu tanto, tanto... que já não consigo acreditar em mais nada senão nela... e não há nada mais perigoso que viver uma ilusão.

Hoje estou cansado. Muito cansado.... e desistir parece-me uma verdadeira ilha da paz. Mas a merda, é que a mediania da vida nunca me satisfez... e será sempre o meu demónio mais forte...a mediania da vida... da vida de todos os dias... é insuportável, humilhante e derrotista.
"

Saudações virtuais