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quarta-feira, junho 12, 2013

Os anos podem passar...

... e eu vou continuar a lamentar que a vida se me apresente turtuosa, porque nunca deixou, nem vai deixar, que o pretérito imperfeito do indicativo se transforme em presente (perfeito) do indicativo... Amo-te como no primeiro dia... 

Saudações virtuais

quarta-feira, junho 20, 2007

Uma romântica...

... está provado que o sou! A caminho do estranho mundo onde trabalho, e ao sair da minha cidade de acolhimento, passo por muitos blocos de cimento e vejo muita gente. Hoje um casal chamou-me a atenção. Ele aí com uns 80/85 anos e ela com uns 75/80. Vinham a sair de um prédio. Ele com um andar ligeiro e ela mais lentamente. Ele parou, olhou para ela ternamente, deu-lhe a mão e seguiu ao compasso dela. Lado a lado e devagarinho lá seguiram para a manhã deles juntos tal como mostraram, em tão pouco, ter feito ao longo da vida. Eu... comovi-me e achei lindissímo. Foi um bom início de dia!

Saudações virtuais

domingo, dezembro 17, 2006

Taradice precoce?

Passava eu pela montra de uma pastelaria onde estava um bolo com o Noddy quando oiço o seguinte comentário: "Eu quero comer o Noddy!". Olhei para trás e vejo uma menina com uns 3/4 anos a olhar para o bolo com os olhos esbugalhados. Fartei-me de rir tal como todos os outros transeuntes. :-)

Saudações virtuais

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Imaginem...

... uma reunião de mafiosos. Porquê de mafiosos? Porque o orador está vestido como "O Padrinho". Ao fim de quase 10 minutos a falar de números, números e mais números o líder é chamado à atenção, por um dos seus compinchas, de que está a falar sobre a página errada e a dar as informações que não são para aquele público. Os sorrisos escondidos (com vontade de serem gargalhadas) são gerais, menos dos compinchas que mantêm um ar grave e sério como lhes compete. Aconteceu a um amigo meu na empresa onde ele trabalha e já nos fartámos rir com todo este cenário. Ao que parece só faltou a cabeça de cavalo e a banda sonora para a cena ser perfeita.

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terça-feira, novembro 14, 2006

O BES não sabe

Os pais de um amigo meu tinham (repararam no tempo verbal? Pretérito Imperfeito do Indicativo) um empréstimo, no BES, que liquidaram no ano passado. A este empréstimo estava afecto um seguro que cessou quando a dívida foi liquidada. Os senhores fizeram um novo seguro e fecharam a conta que tinham naquela instituição bancária. Portanto, todas as transações com aquele banco terminaram no início do ano transacto. Qual não foi a surpresa deles quando ontem receberam uma carta da seguradora, afecta ao BES, para que pagassem mais uma prestação do seguro sobre o empréstimo. Ficaram atónitos! E lá vão perder o seu tempo a enviar cartas para o BES e para a respectiva seguradora a informar que a dívida já foi extinta e que o seguro também já não existe. Aliás, já não há qualquer relação comercial entre os pais do meu amigo e o banco referido. Afinal, todos sabem, mas parece que o BES não sabe nada, de nada!

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terça-feira, novembro 07, 2006

Reciclagem

Acho esta campanha muito bem feita. Era bom que os ecopontos existissem por todo o lado e estivessem ao alcance de todos. Aqui, ao pé de casa, há única e exclusivamente um contentor para o papel e o cartão. A sua colocação deve-se, penso eu, ao facto de haver por aqui uma quantidade de lojas que, quando recebem mercadorias, têm muitas embalagens para deitar fora. Desde que colocaram aquele recipiente deixou de haver pilhas e pilhas de cartão a obstruir os passeios. A ideia tem todo o mérito e os meus maiores parabéns, mas e os restantes contentores para os restantes lixos? Até porque esta zona é essecialmente residencial e não comercial. Não basta sensibilizar os cidadãos para as causas, é, támbém, igualmente e muito importante dar-lhes as condições para que as possam colocar em prática. É que assim as latas de atum (ou de outros ingredientes cá de casa), "quem diria", não se poderão transformar em "para-lamas na bicicleta da minha tia".

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quarta-feira, setembro 20, 2006

A Dora

Tem as marcas da vida na cara. A voz, com sotaque brasileiro, é arrastada e cansada. Tem 56 anos. Foi mãe aos 14 anos e avó aos 27. Tem 4 filhos (um em Portugal e os outros no Brasil) e 8 netos (2 cá - um com 5 dias - e os outros 6 do outro lado do Atlântico). Há cinco anos saiu do Brasil (Minas Gerais) e veio procurar uma vida melhor a Portugal. Começou como empregada num restaurante e só depois encontrou trabalho na área dela: manicure/pedicure. "Sabe quando vamos para outro país temos de nos sujeitar, porque a vida tem de avançar e temos de comer" - diz-me com um ar cansado de quem ainda vai enfrentar mais duas horas de trabalho depois das oito já passadas. "Para o ano regresso à minha terra" e aqui a voz fica mais aliviada e esboça um sorriso. Eu pergunto: "Mas ainda vai trabalhar? Já tem trabalho na sua terra?" e a resposta é pronta "Já tenho lá um cabeleireiro. A minha filha esta a tomar conta e vou enviá-la para locais de formação para ele aperfeiçoar as técnicas. Tenho pena de deixar cá os meus netos, mas a minha nora quer ir para lá também. Pode ser que um dia..."

"Doras" é o que não falta por este Portugal, mas nem todas conseguem regressar com um final mais animador e feliz. Esta Dora vai conseguir. No final ainda me confessou que tem medo de não durar até ao proximo Julho e, claro, só lhe consegui dar um voto de esperança e dizer "ainda é nova". E é, sem dúvida nenhuma, mas o futuro nem sempre está nas nossas mãos.

Simpatizei com a Dora e espero que tudo lhe corra bem.

Saudações virtuais

Como te compreendo, Gordon!

O Furacão chegou a Portugal e transformou-se numa Depressão! Não o censuro. Já não é o primeiro Furacão a quem isto acontece. O único Furacão que quando passa por cá não se deprime é a Daniela Mercury. Será que deviam vir todos a cantar e dançar?

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