Mostrar mensagens com a etiqueta Sobrinha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sobrinha. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, dezembro 13, 2013

Do calor de um telefonema

Quem me lê sabe que sou muito apegada às minhas pessoas: aos meus pais, às minhas afilhadas, à minha sobrinha, ao meus amigos e até aos meus amores (os do passado e o do presente, quando existe e o TAL existirá para sempre). Quando escrevo "meus" e "minhas" antes de cada um faço-o intencionalmente, faço-o com o verdadeiro sentido de posse que cada um dos pronomes possessivos usados tem. Porque os sinto "meus" e "minhas", porque verdadeiramente o são e assim quero que permaneçam. Se vos falar dos meus ou das minhas ex-amigos/as também tenho sentido de posse pois só assim posso perceber como foi errado algum dia ter permitido que determinado tipo de gente entrasse na minha vida, lá está na minha vida.

Este discurso todo sabe-me bem, porque as mudanças quando são boas deixam um quentinho bom no coração e na alma. Devido a uma constipação e a uma enxaqueca infernal estou, por indicação médica, há três dias fechada em casa e hoje soube-me muito bem receber, ao início da noite, um telefonema da minha afilhada mais nova, a CC, só para deitar conversa fora e dizermos palemices uma à outra. Sendo esta uma relação que começou de forma conturbada nada me podia deixar mais feliz do que saber que quando quer dois dedos de conversa a minha "piquena" agarra no telemóvel e liga para mim. Hoje fiquei mais quentinha e bem disposta e são estes pequenos grandes gestos que me fazem sorrir e avançar todos os dias com a boa disposição do costume. CC do alto dos teus dez anos, hoje, deste-me um final de dia e de semana espetaculares! 

Saudaçoes Virtuais

segunda-feira, julho 14, 2008

Às minhas duas Princesas!!!

Irrita-me quando me faltam as palavras, fico furiosa quando não sei o que dizer. Por vezes tudo parece tão fácil e, de repente, num abrir e fechar de olhos está a complicação à nossa frente. Hoje particularmente, zanguei-me comigo, porque não soube explicar à minha princesa mais pequena o quão curto o espaço de um ano pode ser enquanto ela chovia e soluçava à minha frente. Faz bem de vez em quando, foi o que lhe disse e deixe-a estar. Com oito anos, a expressão 1 ano transforma-se em 365 dias num ápice e, apesar de ser a mesma coisa, aquilo a que mais se assemelha é a uma eternidade. Mas é verdade Princesa, um ano passa a correr e, de repente, amanhã, num amanhã muito próximo, o pai já cá estará outra vez para tu o melgares e para irem juntos ao cinema e fazerem as coisas que fazem juntos, ainda que seja nada e só estar ali a olhar para o que já foi ou para o que vai ser. E depois fiquei orgulhosa pela forma como deixaste passar a tua raiva com a vida, enquanto eu me roía com a minha, e foste pé ante pé, para ao pé de mim e da mana jogar àqueles jogos em que se vestem meninas e meninos ("bem jeitoso", disseste de um deles) com roupas super fashion e tudo muito no tom. E aquela noiva que era eu??? Magra e tudo (disseste-lo tu), a titi de noiva??? Nem em sonhos, mas gostei muito.

Da minha Princesa maior tenho um orgulho que não tem como ser medido. Na hora em que poderia estar mais sensível, na altura em que o ambiente estava mais tenso manteve uma serenidade e uma calma fabulosos. Não guardes tudo para ti e sabes que podes sempre contar com a madrinha para o que quiseres. :-) Sem falar e num silêncio tranquilo calou-se, jogou, conversou e preocupou-se com a mana que exibia a sua raiva com o mundo sem pudores. Aos 11 anos (feitos há apenas uma semana) revelou-se uma mulherzinha de armas quando largou o seu posto nos jogos (deixando-o para a mana) e disse: "Madrinha, sabes o que deixava a mãe mesmo muito feliz quando regressasse? Termos as mochilas prontas e tudo arranjado para amanhã!" E, as duas, com algumas colaborações da Princesa mais nova fizémos tudo e preparámos a manhã de amanhã como se fosse a mãe a fazê-lo. Eu seguia as instruções e quando a mãe chegou estava tudo prontissímo. A minha Princesa mais velha parecia a mãe (de quem sou amiga há quase 30 anos e cujos hábitos conheço muito bem) e em tudo o que fazia ou dizia se via o toque de quem tão bem a ensinou. Tomou as rédeas da noite e no meio de tudo divertimo-nos as três e a noite passou demasiado rapidamente para tudo o que depois queríamos fazer.

Às minhas Princesas não posso dizer muito mais do que adoro-vos e tenho muito orgulho em ser vossa amiga e de vos sentir minhas amigas. E, prometo (e eu cumpro sempre, como sabem), este ano vai passar num ápice que eu vou ajudar e muito a isso mesmo. Beijocas larocas minhas lindas do coração!

Saudações virtuais aos meus restantes leitores