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domingo, fevereiro 15, 2009

Sopa de Letras ou Caldeirada

P e A namoravam, mas A, apesar de gostar de P, amava T. Este dizia a todas que as amava, mas não amava nenhuma, apenas as usava. Aqui entra M, mais uma das muitas, que cai na conversa de T e acaba por aceitar casar com ele. O casamento acontece e T revela-se (ainda mais!): rodeia-se das outras em detrimento daquela que o ama e com quem decidiu construir uma vida a dois. A fica tristíssima e encontra em P o consolo de que precisa. Apercebendo-se de tudo, P tenta manter o seu grande amor com ele. O casamento de T e M não resulta e A acha que poderá ter hipóteses. Na esperança de se fazer notada, A termina a sua relação com P e estreita os laços de amizade com T. Este, que sendo esperto não é burro, aproveita a vantagem de ter uma pessoa que o idolatra e lhe faz as vontades todas, or perto e inicia aquilo que parece ser uma relação séria; contudo não despreza nunca as outras todas que vai amando, entretanto.

X, Y, Z, W, S, R, enfim... outras letras, achavam que T não tinha coragem para sair do armário e assumir a sua verdadeira sexualidade, mas isso são caracteres de outras sopas (ou peixes de outras caldeiradas).

E portanto, a vida avança para todos: P continua com M, mas larga tudo se A não ficar direita na linha de uma página; T permanece com A que o ama incondicionalmente, apesar de saber que, dificilmente, muito dificilmente terá reciprocidade.

N é amiga de todos e passou a espectadora, porque depois de muito ouvir e de tentar aconselhar foi considerada persona non grata. Continua amiga de todos, mas as outras letras deixaram de lhe falar porque não ouviram o que queriam. As letras não podem estar sempre de acordo e isso não deveria implicar relações de amizade entre elas.

Notas finais: Este texto é uma obra de ficção e fruto da minha mui grande e larga imaginação. Qualquer semelhança com pessoas, situações ou acções reais (e até mesmo irreais) é pura coincidência. Da mais pura possível.

Saudações virtuais