domingo, abril 21, 2013

Da fome e da crise

Lembro-me de as campanhas de recolha de alimentos serem apenas duas por ano: em maio/junho e em novembro/dezembro. Sempre organizadas pelo Banco Alimentar Contra a Fome. E a contribuição cá de casa esteve sempre presente em ambas as recolhas; não porque pensemos que amanhã podemos ser nós, mas porque, infelizmente, há pessoas que realmente precisam da ajuda dos seus semelhantes para terem um pouco de comida na mesa. Eu própria já fui voluntária nessas recolhas e pude ver de perto como funciona o espírito solidário dos portugueses: existe, é real e são poucos os que se negam a oferecer alimentos a quem precisa deles. E com estas duas campanhas se viveu durante muitos e bons (ou maus) anos. Contudo, o cenário alterou-se e muito e se isso não é uma consequência desta malfadada crise então não sei não. Estava mais que visto que aumento de impostos, aumento de despedimentos e, consequentemente, de desempregados e aumento dos impostos só poderia dar numa grande desgraça. Não há agora fim-de-semana em que não me desloque ao supermercado e não encontre uma campanha de recolha de alimentos para uma das muitas instituições que existem. E isto é muito, muito triste.

Saudações virtuais

1 comentário:

Maria Tereza Guedes disse...

É tamanha a tristeza que sinto ao vê o crescer do número de pessoas que precisam de ajuda de semelhantes. O aumento de imposto, a crise não ajuda. Muito triste, muito.
Segue lá?
http://rascunhosdeguardanapo.blogspot.com.br/